Oeiras, no sul do Piauí, marcou a maior temperatura e a menor umidade relativa do ar do Brasil nesta quinta-feira (6). Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET): 38,9 ºC e 15% de umidade, respectivamente. A Defesa Civil alertou para o risco de síndromes respiratórias e informou que focos de queima já começam a surgir no Sul do estado.
Oeiras lidera ranking de temperatura recorde no país
A cidade ficou à frente de Rondonópolis, no Mato Grosso, que registrou 38,4 ºC — a segunda maior temperatura do país na mesma data. Outras cidades piauienses também aparecem entre as mais quentes: Castelo do Piauí chegou a 38,3 ºC, São João do Piauí a 37,7 ºC e Picos a 37,5 ºC.
Veja as cidades com maiores temperaturas registradas na quinta-feira (6):
- Oeiras (PI) — 38,9 ºC
- Rondonópolis (MT) — 38,4 ºC
- Castelo do Piauí (PI) — 38,3 ºC
- São João do Piauí (PI) — 37,7 ºC
- Picos (PI) — 37,5 ºC
Para a Defesa Civil, os números estão dentro do esperado para o período. Mas o alerta vai além dos termômetros.
183 municípios do Piauí em alerta de baixa umidade
Werton Costa, diretor de mitigação da Defesa Civil, descreveu uma extensa faixa do estado sob condições adversas à saúde. Segundo ele, uma concentração de ar seco permanece estacionada sobre uma área que vai da microrregião de Picos ao Alto Parnaíba, passando pelo Vale do Canindé, pelas Chapadas das Mangabeiras e pela Serra da Capivara.
Para sexta-feira (7), 183 municípios piauienses seguem em alerta de baixa umidade. Entre as cidades monitoradas estão Oeiras, Castelo do Piauí, Picos e Teresina.
Regiões do Piauí dentro do polígono de ar seco:
- Microrregião de Picos
- Vale do Canindé
- Alto Parnaíba
- Chapadas das Mangabeiras
- Serra da Capivara
Costa alertou para a combinação perigosa entre o ar seco e os focos de queima que já aparecem no Sul do estado. Na avaliação dele, fumaça, cinzas e fuligem em suspensão podem intensificar a transmissão de doenças respiratórias e gripais.
Em declaração, o diretor disse: “A gente tem municípios do Piauí dentro de um polígono que vai da microrregião de Picos, do Vale do Canindé, até a região do Alto Parnaíba, com parte das Chapadas das Mangabeiras, parte do Alto Parnaíba e parte da região da Serra da Capivara. Essa bolha de ar seco permanece estacionada nesses pontos atingindo vários municípios com padrões hostis a saúde. Então isso sim causa muita preocupação do monitoramento do sistema de saúde. Já está infelizmente começando a acontecer no Sul do Estado focos de queimas. E a combinação de ar muito seco com o material particulado em suspensão, cinzas, fuligem, pode acelerar o grau do contagio de doenças como síndromes gripais, síndromes respiratórias. Há então que se fazer monitoramento sistemático do sistema de saúde e a comunidade, a sociedade, ela tem que começar a internalizar hábitos saudáveis evitando exposição desnecessária a essa condição de risco.”

Com informações do Riachaonet.