Um morador do próprio condomínio foi preso preventivamente por ter ajudado, em tese, a viabilizar furtos em sete residências do empreendimento, em Teresina. A Polícia Civil do Piauí concluiu a investigação e identificou que ele teria buscado dois dos executores na rodoviária da capital e facilitado o acesso deles ao local. Outros três suspeitos foram presos em Timon, no Maranhão.
Como os furtos em condomínio de Teresina foram investigados
Os crimes ocorreram em julho, quando os suspeitos acessaram o condomínio por pontos menos expostos às câmeras e levaram relógios de luxo, joias, equipamentos eletrônicos, valores em moeda nacional e estrangeira e armas de fogo.
Durante as diligências, a polícia identificou que o morador teria ido buscar dois homens na rodoviária de Teresina, levado-os ao condomínio e, depois dos furtos, transportado de volta para o mesmo local — com as sacolas. Ao ser interrogado, ele admitiu ter ficado com um relógio de luxo e moeda estrangeira provenientes da ação.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil pediu e obteve a prisão temporária do morador. Novos elementos levaram à conversão para prisão preventiva, deferida pelo Poder Judiciário. Ele segue à disposição da Justiça.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos relógios, um veículo e aparelhos celulares. Em outro endereço, os investigadores encontraram munições — achado que gerou um procedimento de flagrante separado.
As três prisões em Timon também trouxeram antecedentes à tona: um dos detidos era foragido por assalto praticado contra um empresário em Altos, em 2024; outro já havia sido preso por assalto a banco.
A investigação reconstruiu a dinâmica da ação, definiu o papel de cada envolvido e reuniu os elementos necessários para a responsabilização criminal dos suspeitos, segundo a Polícia Civil do Piauí.

