Um defeito mecânico na aeronave da companhia Iberia deixou o Papa Leão XIV parado na Ilha de Tenerife nesta sexta-feira (12), adiando o retorno ao Vaticano. A solução veio do próprio Rei Felipe: um jato Falcon da Força Aérea espanhola colocado à disposição do pontífice.
O Papa já havia embarcado quando o comandante da aeronave comunicou uma falha no motor, atribuída provavelmente às condições de vento. O problema não tinha conserto imediato. Com isso, o chefe da Igreja Católica desembarcou e foi conduzido de volta ao terminal do aeroporto, onde aguardou a definição do trajeto alternativo.
O governo espanhol confirmou que o papa seguiria viagem no jato militar cedido pelo rei. Em nota, a Iberia também se pronunciou:
“A Iberia informou em nota que o avião teve um problema técnico não especificado e que um avião substituto estava sendo enviado de Madri para completar a viagem até Roma nesta sexta-feira.”
O incidente ocorreu ao final de uma visita de uma semana às Ilhas Canárias — última etapa da agenda do pontífice antes do retorno a Roma. Durante a passagem pelo arquipélago, Leão XIV dirigiu advertências duras a redes criminosas que exploram migrantes.
Com tom severo, o papa afirmou que os responsáveis pelo tráfico de pessoas “deveriam se arrepender perante Deus ou enfrentar o inferno”. Ao mesmo tempo, pediu aos líderes globais que “tratem os imigrantes com mais humanidade”.
O episódio do voo atrasado na Espanha envolveu ao menos três frentes simultâneas: a companhia aérea buscando uma aeronave substituta em Madri, o governo espanhol acionando a Força Aérea e a Casa Real oferecendo o jato particular do monarca. No fim, foi a aeronave militar que levou o pontífice ao destino.
