Um homem de 25 anos foi preso no cemitério de Poá, na Grande São Paulo, após abrir uma sepultura, retirar uma ossada e levá-la para casa. A Polícia Civil constatou, durante a investigação, que os restos mortais não pertenciam à sua mãe — ele havia violado o túmulo de outra pessoa.
A Polícia Militar localizou a ossada na calçada em frente à residência do suspeito, acondicionada em um saco plástico. Em depoimento, ele disse ter agido porque sonhava repetidamente com a mãe, que havia morrido. “Sonhei com ela”, afirmou. Segundo ele, a mãe aparecia em situações de sofrimento enquanto ele dormia. Diante dos sonhos que se repetiam, ele foi até o cemitério para desenterrá-la.
Violação de sepultura em Poá: ossada pertencia a outra pessoa
A investigação confirmou que o suspeito abriu o túmulo errado. Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para identificação. A Polícia Civil também solicitou perícias no cemitério e no local onde a ossada foi encontrada.
O homem responderá, em tese, pelos crimes de violação de sepultura e subtração de cadáver. A Polícia Civil pediu à Justiça a instauração de incidente de insanidade mental para avaliar o estado psíquico do investigado. A Justiça acolheu o pedido.

