Furtos de celulares e golpes com cartões de Crédito registram aumento durante o Carnaval, conforme dados de 2025 e alertas de especialistas. Foliões precisam adotar medidas de segurança para proteger bens e dados financeiros na festa.
O Carnaval de 2025 registrou 21 furtos de celular por hora em São Paulo. No Rio de Janeiro, 2.248 ocorrências foram contabilizadas nos dias oficiais de festa. Esta realidade impõe a necessidade de prevenção aos participantes dos blocos.
A empresária Flávia Lopes Pereira relatou ter o celular furtado em um bloco. “Quando eu vi, eu estava super apertada no meio de todo mundo. Aí, quando deu aquela aliviada e minha bolsa desceu – porque minha bolsa pequenininha veio para cima -, eu já senti ela mais leve. Aí eu fui para a mão e falei: ‘Levaram o meu celular’”, contou Flávia.
Alguns foliões optam por levar um celular antigo para os eventos, minimizando o prejuízo em caso de furto. Contudo, o uso de aplicativos bancários exige precauções adicionais no aparelho.
Medidas de segurança para foliões no Carnaval
Especialistas recomendam ajustar o limite do PIX e dos cartões digitais para o valor exato a ser utilizado no dia. Ativar os serviços de localização do aparelho e instalar o aplicativo “Celular Seguro”, do Ministério da Justiça, também são ações preventivas importantes. O aplicativo permite bloquear contas do celular de uma única vez.
Flávia Lopes Pereira afirmou que, após o ocorrido, prefere não levar celular nem bolsa. “Levaria um cartão”, disse a empresária, indicando a preferência por meios de pagamento mais discretos.
O uso de cartões também exige atenção. Os golpes mais frequentes ocorrem na maquininha, com a inserção de valores diferentes em telas ilegíveis ou a troca do cartão do cliente. Luiz Henrique Barbosa, especialista em segurança digital, oferece orientações.
“Personalizar o seu cartão é a melhor alternativa para se precaver desse tipo de golpe. Uma ótima alternativa é nunca entregue o seu cartão, sempre ficar com ele na mão”, explicou Barbosa.
O especialista alertou para outro golpe, menos comum, mas perigoso: a aproximação de maquininhas para pagamentos sem contato. Ele sugeriu uma ferramenta doméstica para proteção. “Ninguém vai conseguir encostar uma maquininha e fazer um pagamento sem você perceber”, afirmou Barbosa sobre o uso de papel alumínio para envolver o cartão e bloquear o sinal de aproximação.
A investigação sobre os casos de furtos e golpes durante o Carnaval segue em monitoramento pelas autoridades de segurança pública.

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