Ângela Pinho, de 62 anos, viveu por mais de um ano ao lado do corpo da própria mãe dentro de casa, em Trofa, Portugal. Os dois corpos foram encontrados esta semana pela Polícia Judiciária do Porto em avançado estado de decomposição — o da mãe reduzido a esqueleto.
A mãe, Adelaide Sousa, de 87 anos, morreu entre o final de 2024 e o início de 2025 após uma queda no hall da residência. O corpo permaneceu no local. Ângela, que sofria de transtornos mentais e mantinha um relacionamento conflituoso com a genitora, não pediu socorro e continuou morando na casa.
No final de 2025, a filha deixou de ser vista pelos vizinhos. Preocupados, eles fizeram alertas às autoridades, mas a situação só foi apurada em abril, quando uma nova denúncia foi apresentada. A investigação passou para a Brigada de Desaparecidos da PJ do Porto.
Quando os policiais entraram na casa, encontraram os dois corpos. O de Adelaide estava no hall, reduzido a esqueleto. O de Ângela foi localizado no quarto, em estágio avançado de decomposição. A Polícia Judiciária descartou a hipótese de homicídio no caso da filha, que em tese teria cometido suicídio.
Uma moradora da vizinhança disse que era algo que ela “nunca” tinha visto na vida. Ângela havia dito a conhecidos que a mãe “estava acamada” e, em outro momento, que ela “havia sido internada em um asilo”.
O caso segue em investigação pela Polícia Judiciária do Porto.
