Antônio Haroldo, conhecido como Barão e Mestre, morreu em confronto com policiais durante uma ação que recuperou 30 toneladas de mercadorias em Campo Maior, no Piauí, no domingo (30). O material, avaliado em R$ 1 milhão, havia sido roubado quatro dias antes em Lagoa do Piauí, município a cerca de 80 km de Teresina.
Operação de roubo de cargas em Campo Maior termina com morte de suspeito
O roubo aconteceu na quarta-feira (26), quando criminosos abordaram um caminhão em Lagoa do Piauí, mantiveram o motorista em cárcere privado e transferiram a carga para outro veículo. No domingo, policiais da Polícia Civil, da Polícia Militar e de outras unidades especializadas localizaram o material escondido em Campo Maior. Durante a ação, Antônio Haroldo foi morto.
Um segundo suspeito foi preso na mesma operação. Participaram da ação o DRACO (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), a FEISP (Força Estadual Integrada de Segurança Pública), o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), o BEPI (Batalhão Especializado de Policiamento do Interior), a DINTE (Diretoria de Inteligência Estratégica) e a PRF (Polícia Rodoviária Federal).
O coordenador do DRACO, Laércio Evangelista, descreveu Haroldo como figura central de um grupo com atuação em vários estados. “Foi uma operação importante por se tratar de um grupo criminoso com atuação em todo o Norte e Nordeste. Temos vários casos de roubos de cargas com a participação do Haroldo em Tocantins, no Pará, na Bahia, no Ceará, estado do Piauí, estado do Maranhão. Somente aqui no Piauí, foi comprovada a participação dele em pelo menos quatro roubos de cargas, nos últimos meses. Ele foi neutralizado durante ação policial ontem”, disse Evangelista.
As investigações também apontam envolvimento de familiares. Segundo Evangelista, “os irmãos do Haroldo também são envolvidos com o roubo de cargas. Um deles já veio a óbito em confronto com o estado de Pernambuco, o outro irmão já foi preso pelo Draco aqui na cidade de Picos”.
A polícia ainda apura o destino previsto para a mercadoria. “Essa carga seria destinada para o estado do Ceará, possivelmente Tianguá, e também nossas equipes estão investigando qual seria o receptador de toda essa mercadoria”, afirmou o coordenador.
O imóvel onde a carga foi encontrada também está no foco das investigações. “Em relação ao imóvel utilizado como esconderijo do caminhão roubado, ainda estamos levantando se o proprietário ou se algum gerente da empresa tiveram motivação de participação nesses roubos”, disse Evangelista.
A carreta usada no transporte dos produtos foi localizada na Zona Sul de Teresina durante as diligências. As investigações sobre o grupo seguem em andamento.
