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Especialistas alertam: canetas emagrecedoras na menopausa precisam de acompanhamento médico rigoroso

Endocrinologistas e ginecologistas alertam que o uso de canetas emagrecedoras na menopausa exige supervisão médica e mudanças no estilo de vida.

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O uso de canetas emagrecedoras — medicamentos à base de agonistas GLP-1 — tem crescido entre mulheres que enfrentam dificuldades para perder peso durante a menopausa. Mas endocrinologistas e ginecologistas são unânimes: o tratamento exige supervisão médica constante e não substitui mudanças no estilo de vida.

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O que a menopausa faz com o metabolismo

A queda nos níveis de estrogênio desencadeia uma série de alterações sistêmicas no organismo feminino. O apetite aumenta, a tendência ao acúmulo de gordura abdominal cresce e o risco de perda de massa muscular — condição conhecida como sarcopenia — se eleva. Com menos músculo, o corpo também fica mais vulnerável à osteoporose.

Silvia Bretz, endocrinologista, resume o quadro com precisão: “Menos estrogênio, menor gasto energético, mais tendência à gordura abdominal e maior risco de perda de massa muscular formam um ‘combo’ que deixa muitas mulheres frustradas.” Para ela, esse conjunto de fatores torna o emagrecimento nessa fase da vida especialmente difícil.

Canetas emagrecedoras na menopausa: possibilidade com ressalvas

A pesquisadora Chrisandra Shufelt, da Clínica Mayo, aponta, em entrevista ao O Globo, que o equilíbrio hormonal pode influenciar diretamente a resposta ao medicamento: “o corpo responde melhor à medicação quando o ambiente hormonal está equilibrado.” A observação abre espaço para discutir a Terapia Hormonal como aliada no processo — mas com limites claros.

O endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri é direto ao delimitar esse papel: “Por ora, a terapia hormonal não deve ser prescrita com a finalidade isolada de emagrecer.” A avaliação é compartilhada por outros especialistas ouvidos, que reforçam que a terapia hormonal pode beneficiar a saúde óssea, cardiovascular e a composição corporal, mas não deve ser reduzida a uma estratégia de perda de peso.

Efeitos indesejados do emagrecimento acelerado

Perder peso rápido demais traz consequências que vão além da balança. A especialista em ciências capilares Luciana Passoni alerta que a queda de estrogênio já fragiliza os fios capilares — e que o emagrecimento acelerado potencializa esse processo: “o dano se amplifica.” Na pele, a perda rápida de volume facial não encontra resposta equivalente nos tecidos, resultando em flacidez.

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A farmacêutica Heloise Martins descreve outro efeito relatado por pacientes: a perda rápida de músculo gera uma “sensação de derretimento” — expressão que traduz a percepção de que o corpo perde estrutura, não apenas gordura. A dermatologista Ligia Novais reforça que a pele do rosto, em especial, não acompanha o ritmo da perda de peso.

Atividade física e acompanhamento não são opcionais

Ginecologistas como José Maria Soares Júnior e Patricia Magier, da Faculdade de Medicina da USP, reforçam que a prática regular de atividade física é indispensável para preservar a massa muscular durante o tratamento. O movimento não é complemento — é parte estrutural do processo.

Para todos os especialistas consultados, o acompanhamento médico durante o uso das canetas emagrecedoras é fundamental para monitorar os efeitos do medicamento e ajustar o tratamento conforme a resposta individual de cada paciente.

Canetas emagrecedoras na menopausa: Pessoa aplicando injeção de caneta no abdômen
Pessoa aplica injeção de caneta na região abdominal.
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