D. N. R., atendente de necrotério do IML de Santos, foi detido preventivamente na última segunda-feira (8) sob suspeita de ter transferido R$ 7 mil via Pix usando o celular de um homem que morreu em acidente de motocicleta. A Corregedoria da Polícia Civil conduz as apurações.
O caso começou em 15 de maio, quando a vítima morreu após um acidente na Avenida Mário Covas, em Santos. O corpo foi encaminhado ao IML, e é nesse intervalo que a suspeita recai sobre o funcionário. Segundo as investigações, ele teria usado a biometria do morto para desbloquear o aparelho e, a partir daí, efetuou a transferência.
Quando a família recebeu o celular de volta, encontrou o aparelho danificado e com dados apagados. A viúva, identificada como Érika, foi quem percebeu o estrago primeiro. “O celular parecia um c…, todo quebrado. Eu achei que tinha sido por causa do acidente”, relatou. Só depois, ao investigar a movimentação bancária, a família descobriu a transferência.
O impacto foi além do financeiro. “Esse dinheiro era dos meus filhos. A gente está arrasado. Eu não consegui viver o meu luto”, afirmou Érika.
A Corregedoria da Polícia Civil apura os crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios. D. N. R. permanece à disposição da Justiça.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que acompanha o caso e que medidas administrativas serão adotadas. A Superintendência da Polícia Técnico-Científica também confirmou que segue as investigações e que não admite irregularidades de seus servidores.
