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Vacinação completa contra covid-19 será obrigatória em eventos no DF

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O governo do Distrito Federal passa a exigir, a partir de hoje (24), a imunização completa contra a covid-19 para acesso a shows, festivais e competições esportivas, profissionais ou amadoras. Assim, não será mais possível apresentar apenas o teste de RT-PCR negativo, como previsto anteriormente.

De acordo com o decreto publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial do DF, deverá ser apresentado o comprovante, com quinze dias do recebimento da segunda dose da vacina ou da dose única, no caso de quem recebeu o imunizante da Janssen. A exceção é para as pessoas que não podem tomar a vacina por alguma questão de saúde ou sanitária. Nesse caso, é preciso apresentar comprovação dessa impossibilidade.

A verificação e fiscalização dos cartões de vacinação do público que adquirir ingressos para eventos será de responsabilidade da organização e, nos casos de arenas ou ginásios ou estádios concedidos aos particulares, também da concessionária que administra o local.

De acordo com o governo do DF, a mudança faz parte de uma série de alterações de protocolos para o enfrentamento da pandemia de covid-19, mas as regras gerais continuam valendo, como uso de máscara em ambientes fechados; utilização de álcool gel; higienização de ambientes; e distanciamento social nos estabelecimentos, que foi reduzido de dois metros para um metro entre pessoas e grupo de pessoas.

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“As mudanças vêm em um momento em que o índice de transmissão é de 0,76, a projeção de novos casos está em queda e com 74% do público vacinável (de 12 anos para cima) já imunizado”, informou o governo em comunicado. Ainda assim, a recomendação é manter os protocolos gerais e completar o esquema vacinal. Na capital, 94% das pessoas que estão sendo hospitalizadas por covid-19 não estão com a imunização completa.

Os protocolos e medidas de segurança previstos no decreto não se aplicam às escolas da rede pública de ensino, que são definidos por ato próprio da Secretaria de Educação.

O que muda

Entre as alterações, não há mais a obrigatoriedade de limite de 50% da capacidade de público em cinemas, teatros, circos, competições esportivas, casas de festas, eventos cívicos, corporativos e/ou gastronômicos, feiras, exposições, shows e festivais. Cada estabelecimento deverá limitar a capacidade, desde que respeitado o distanciamento de um metro.

Nos eventos, as pistas de dança também estão liberadas, assim como uso de guardanapos de tecido e a disposição de itens de uso coletivo, como cafezinho e produtos de degustação. Os eventos pagos, mesmo que realizados em casas de festas, devem seguir os mesmos protocolos de shows.

A venda de ingressos poderá ser feita presencialmente e não mais exclusivamente on-line. Também não há mais necessidade de demarcar a organização das filas.

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A força-tarefa de fiscalização não contará mais com a atuação da Polícia Civil, Detran, DER, Secretaria de Agricultura e Diretoria de Fiscalização Tributária da Secretaria de Economia. Agora, o trabalho será realizado apenas pelos demais órgãos, como é o caso da Secretaria DF Legal, da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e do Procon.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Geral

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ABL e prefeitura abrem Circuito da Literatura no Rio

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A Academia Brasileira de Letras e a prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, lançaram hoje (1º) o Circuito da Literatura, com a inauguração da primeira das placas identificarão como patrimônio cultural da cidade as casas onde viveram ocupantes das cadeiras da ABL. A primeira placa foi entregue à família do crítico literário, poeta, orador e advogado Rodrigo Octavio Filho, que ocupou a Cadeira 35 da ABL e residiu na Rua São Clemente, 421, em Botafogo.

O presidente da ABL, professor Marco Lucchesi, foi representado na solenidade pelo secretário-geral da instituição, o jornalista Merval Pereira. 

Em entrevista à Agência Brasil, ao retornar de viagem ao Norte do país, Lucchesi disse que a ideia nasceu há muitos anos, motivada pela demanda de vários acadêmicos que queriam visibilidade para um projeto específico de geolocalização na cidade do Rio de Janeiro para os membros da ABL e suas respectivas casas. A pedido de Merval Pereira para que o projeto fosse retomado, Lucchesi constituiu comissão que teve como relator o próprio jornalista. Com a pandemia de covid-19, no entanto, o projeto voltou a ficar parado.

Em paralelo, porém, o museólogo da ABL Anselmo Maciel produziu um livro que englobou todas as localizações e as casas dos acadêmicos no Rio de Janeiro. “A ideia é fazer para o Brasil depois, mas, por enquanto, o foco é o Rio”, disse Lucchesi. Esse mapa deverá ser disponibilizado posteriormente no site da ABL.

Novo impulso

Segundo Lucchesi, o abandono do centro do município foi agravado pela pandemia de covid-19, mas o projeto ganhou novo impulso em janeiro deste ano, quando a ABL convocou todas as instituições culturais da região para discutir a revitalização da área e, com o apoio de todas, enviou carta ao prefeito do Rio, que já tinha propostas para a recuperação do município. “Foi um feliz encontro”, disse Lucchesi. A prefeitura entrou com o lay-out [projeto gráfico] das placas, e a ABL forneceu o conteúdo. ”Essa história significa, principalmente, a preocupação de recuperar o centro da cidade e dar às casas corretamente mantidas uma outra alma, a alma desse passado do Rio de Janeiro (…). É essa a ideia.”

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O projeto, antes chamado Onde Moravam os Acadêmicos, passou a ser intitulado Circuito da Literatura, ao integrar os Circuitos do Patrimônio Cultural Carioca. A iniciativa da ABL teve acolhida pronta e rápida, em todos os trâmites possíveis, inclusive familiares, ressaltou Marco Lucchesi.

O segundo homenageado do Circuito da Literatura será o professor e historiador Américo Jacobina Lacombe, ocupante da Cadeira 19 da ABL, cuja placa será instalada na Rua Dezenove de Fevereiro, 105, também em Botafogo. O Circuito da Literatura terá em torno de 100 placas, que serão instaladas ao longo do próximo ano.

Registro histórico

“Nada mais justo do que homenagear essas pessoas e, principalmente, mostrar para a cidade a história, [mostrar] onde viveram os acadêmicos. Não é só uma homenagem, como também um registro histórico que pode inspirar os nossos jovens a seguirem esse caminho da intelectualidade”, afirmou o prefeito Eduardo Paes na cerimônia de lançamento do projeto .

A neta de Rodrigo Octavio Filho, Irene Moutinho, agradeceu a homenagem da academia e da prefeitura do Rio. “É com imensa alegria e muita emoção que recebemos essa placa alusiva àquele que, ao lado de sua esposa, Laura, concebeu e promoveu a edificação dessa residência quase centenária.”

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Merval Pereira, destacou que a casa de Rodrigo Octavio Filho é referência de uma memória coletiva que ajuda a preservar o conhecimento do passado e fortalece a ideia de pertencimento. De acordo com secretário-geral da academia, a ideia de pertencimento está registrada na escolha da casa do acadêmico para inaugurar o circuito literário, porque Rodrigo Octavio Filho tem linha direta com a fundação da ABL. “Seu pai, Rodrigo Octavio, foi um dos intelectuais que participaram da criação da ABL”, revelou Merval.

As placas de identificação de bens e locais de relevância começaram a ser instaladas pela prefeitura em 1992, mas, desde 2010, os Circuitos do Patrimônio Cultural Carioca deixaram de ser focados em arquitetura e passaram a abranger temas livres, ligados à cultura e à identidade carioca, como bossa nova, botequins, samba, cinemas, Praça Tiradentes, choro e herança africana, entre outros. Uma placa informativa afixada no local dá aos visitantes a oportunidade de saber um pouco mais sobre aquela área e sua importância para a história da cidade e para o tema em questão.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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