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12 de dezembro de 2017

Teste com banda 700MHz mostra interferências do 4G na TV digital


Hospital de Olhos

BRASÍLIA – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai precisar correr bastante com todos os procedimentos e a edição dos regulamentos, se quiser realmente leiloar a faixa de frequência de 700 megahertz (MHz) no primeiro semestre deste ano. Atualmente, esta frequência é ocupada pela televisão aberta e, com a licitação, será utilizada pelos serviços de telefonia móvel e de dados 4G.

Um dos documentos necessários é a análise dos testes de campo que estão sendo realizados em Pirenópolis, Goiás, que estão demonstrando interferências tanto da TV digital na banda larga, quanto na banda larga na TV digital. Para que isto não aconteça, ou pelo menos para minimizar o problema, será necessário a utilização de filtros nas antenas e nos televisores digitais, principalmente nas médias e grandes cidades. Mas esses filtros precisam ser viáveis tecnologicamente e em termos de custos. Antes de publicar o edital da licitação, a Anatel precisa definir as regras de não-interferência de canais, um serviço não pode prejudicar o outro.

O diretor de Uso do Espectro da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert), Paulo Ricardo Balduíno, disse que, a partir de 13 de dezembro do ano passado e durante duas semanas, a equipe trabalhou no processo de montagem da infraestrutura em Pirenópolis, com equipamentos de 4G.

– Alguns equipamentos eram praticamente desconhecidos, ainda não estão em funcionamento comercial. Foram feitas importações de duas ERBs (Estações Rádio Base) da Huawei, que é um equipamento novo, não tem no mercado e alguns receptores – afirmou.

Já a segunda bateria de testes de campo, prevista para o fim deste mês em Santa Rita de Sapucaí, Minas Gerais, foi limitada ao laboratório. Há a simulação das condições ideais dos equipamentos e em seguida os dados são comparados aos resultados dos testes de campo. Participam do trabalho: técnicos da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET); da operadora Oi; da fabricante de equipamentos Huawei; da Anatel; a Universidade de Brasília (UnB); e a Proeletronic, fabricante de filtros, principalmente para receptores; entre outros.

Residências de cidades do porte de Rio e São Paulo poderão ser mais afetadas pelas interferências tanto da TV digital quanto do 4G. Mas isso não significa que 100% das residências vão apresentar o problema, segundo Paulo Ricardo. Ele disse que dependerá de vários fatores que estão sendo verificados nos testes, entre eles a maior ou menor distância das antenas, os receptores e o tipo de instalação utilizado.

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