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17 de Janeiro de 2018

Projeto Loon: Google quer levar internet a todo o planeta


Hospital de Olhos

Sabe quando você vai para uma localidade e ao chegar lá, descobre que ela não possui nenhuma tipo de acesso a Internet? Pois é, isso acontece com mais frequência do você pode imaginar, felizmente, o Google está desenvolvendo uma tecnologia que poderá ajudar a resolver esse problema. Conheça e entenda como funciona o projeto Loon.

Loon é o nome de um projeto criado pelo Google para prover soluções tecnológicas radicais, para ajudar a resolver grandes problemas do mundo, como fornecer acesso à internet a um custo razoável para os dois terços da população do planeta que atualmente, não possuem esse recurso. O projeto Loon começou em junho de 2013, como um piloto experimental na Nova Zelândia. Atualmente, ele é executado em diferentes países por meio de ações do Google em parcerias com algumas empresas.

A tecnologia usada no projeto Loon

Para fornecer acesso à Internet, mesmo em locais onde isso não é possível ou não existe nenhuma opção de acesso. O Google desenvolveu e utiliza uma tecnologia experimental que usa balões flutuando na estratosfera.

Os balões usados pelo projeto Loon são equipados com aparelhos que enviam sinais de acesso à Internet para o solo, em uma velocidade próxima ou até mesmo maior que a das redes 3G atuais. Para que tudo funcione sem incidentes, os balões ficam na estratosfera, em uma altitude duas vezes maior do que a utilizada pelos aviões comerciais e de locais onde podem ocorrer fenômenos meteorológicos.

Como existem várias camadas de ar na estratosfera, e cada uma delas possui suas variações de direção e velocidade. Os balões do projeto Loon são direcionados usando alguns algoritmos de software que determinam onde os balões precisam ir e depois, leva cada um deles para uma camada de vento que sopra na direção correta. Quando isso se movem com o vento, os balões podem ser posicionados de uma forma que cria uma grande rede de comunicação.

Os balões usam fontes fontes de energia totalmente renováveis. Todos os componentes eletrônicos deles são alimentados por um conjunto de painéis solares que usa células solares de alta eficiência. Os painéis produzem aproximadamente energia suficiente para manter os componentes eletrônicos e, ao mesmo tempo, carregar uma bateria para uso noturno. Cada balão possui rádios, antenas, um computador de voo (o cérebro do balão) e um sistema de controle de altitude.

O Loon começou Nova Zelândia, mas já se expandiu para o norte da Califórnia e o Google afirma que continuará a ampliar o projeto-piloto. A boa noticia para os brasileiros é que o projeto já foi testado na cidade de Campo Maior (Piauí), em parceria com o Ministério das Comunicações do Brasil (por meio da Telebras) e a Vivo.

Por que balões no projeto Loon?

O uso de balões para comunicação não é nenhuma novidade ou exclusividade do projeto Loon, pois eles tem sido usados com essa finalidade desde a sua invenção. Embora a página do projeto não mencione, tudo indica que o uso de balões é justificado pela sua flexibilidade e baixo custo operacional.

Como funciona a captação de sinal

As pessoas podem se conectar à rede do balão usando uma antena de Internet especial fixada nas suas casas. O sinal vai dessa antena até a rede do balão e depois para a Internet global na Terra.

De acordo com site do projeto, cada balão pode fornecer conectividade a uma área no solo de aproximadamente 40 km de diâmetro, usando tecnologia de comunicação sem fio LTE. Para poder usar o LTE, o projeto mantém uma parceria com empresas de telecomunicações que compartilham o espectro da rede celular. Com isso, as pessoas podem acessar a Internet diretamente em seus smartphones e outros dispositivos habilitados para LTE, em qualquer lugar.

No caminho inverso da comunicação, os balões retransmitem o tráfego sem fio dos telefones celulares e outros dispositivos de volta para a Internet global, usando links de alta velocidade que operam na banda ISM de 5,8 GHz.

Mesmo que ainda esteja em sua fase inicial, o Projeto Loon é uma daquelas ideias que, por mais estranha que possam parecer, tem tudo para funcionar e ajudar muitas pessoas até então isoladas da grande rede. Se tudo der certo, quem sabe se em um futuro próximo, ficar sem acesso Internet se torne coisa do passado?

Veja o vídeo que explica o projeto

via: TechTudo.

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