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11 de dezembro de 2017

Dona da TIM investirá mais de R$ 14 bi no Brasil até 2017


Hospital de Olhos

A empresa de telecomunicações Telecom Italia, dona da operadora brasileira TIM, divulgou investimentos previstos para o Brasil em novo plano estratégico, projetando alta contínua no lucro operacional no país no período de 2015 a 2017

Em 2014, a receita líquida total da operadora brasileira caiu 2,1%, a R$ 19,5 bilhões.

Os investimentos da TIM somarão mais de R$ 14 bilhões ou mais de 4 bilhões de euros) no período, dentro de plano total da Telecom Italia de cerca de 14,5 bilhões de euros para os três anos, sendo aproximadamente 10 bilhões de euros na Itália.

O montante representa avanço ante o plano anterior da empresa. Divulgado em 2013, ele projetava investimentos totais de menos de 14 bilhões de euros para o período de 2014-2016, sendo mais de R$ 11 bilhões no Brasil.

Nos últimos três anos (2012-2014), os investimentos orgânicos da TIM somaram R$ 10,5 bilhões. Os investimentos totais, que consideram os aplicados em licenças, incluindo no âmbito do leilão de 4G do ano passado, foram de R$ 14,6 bilhões.

Segundo a Telecom Italia, os recursos serão utilizados no País para promover a expansão da cobertura 4G e 3G.

“A aceleração nos investimentos e na infraestrutura de ultra banda larga será combinada com uma estratégia comercial renovada, baseada em qualidade de serviço e simplificação da oferta fixa, móvel e de Internet sob a marca TIM”, disse a companhia.

Importância da internet
Dos mais de R$ 14 bilhões previstos em investimentos para o Brasil, cerca de R$ 9 bilhões irão para o que a TIM convencionou chamar de segmento “inovador”, categoria que contempla dados e conteúdo. Os outros R$ 5 bilhões irão para a parte “tradicional” do negócio, que oferece serviços como voz e SMS.

Segundo a Telecom Italia, os recursos serão utilizados para promover a expansão da cobertura 4G e 3G no Brasil

Foto: Max Rossi / Reuters

“Internet móvel é o motor do crescimento e será o maior mercado móvel, apesar da voz manter sua importância”, disse a companhia.

A controladora Telecom Italia projetou nesta sexta-feira que a relação entre sua dívida líquida ajustada e o Ebitda cairá para 2,5 vezes no fim de 2017, ante alavancagem atual de 3 vezes. O plano de 2015-2017 da companhia italiana prevê ainda economia de cerca de 1 bilhão de euros com eficiência de custos.

A TIM, por sua vez, não divulgou estimativas nessas duas frentes.

Planos 
A operadora afirma no plano que seu projeto de expansão de rede prevê 1.137 cidades “priorizadas” devido à sua relevância comercial e de retorno para a TIM, num conjunto que compreende cerca de 70% do negócio da empresa.

“Alta concentração do negócio em poucas cidades permite a implementação de um programa de melhoria da infraestrutura focado”, disse a TIM no plano.

A operadora pretende elevar o número de sites 4G de 3,7 mil em 2014 para mais de 15 mil em 2017. Já os sites 3G serão ampliados de 10,4 mil para mais de 14 mil. Em 2017, a maior parte do investimento em tecnologia previsto da empresa será em 4G.

A operadora pretende elevar o número de sites 4G de 3,7 mil em 2014 para mais de 15 mil em 2017

A companhia também ampliará as bases Wi-Fi, de 1,5 mil em 2014 para 5 mil até 2017.

Crescimento contínuo
Para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no Brasil, especificamente, a Telecom Italia vê crescimento contínuo de 2015 a 2017, ante expectativa para as operações na Itália de estabilização em 2016 e melhoria de desempenho em 2017.

Em comunicado divulgado à parte, a TIM completou que também vê crescimento contínuo da receita líquida nos três anos até 2017, bem como melhoria de sua margem Ebitda.

Em comentário sobre os números, a equipe de analistas do Itaú BBA apontou que a previsão de investimentos da TIM veio acima de suas expectativas de  R$12 bilhões, com as estimativas para receita e Ebitda ficando dentro do esperado.

“Antecipamos uma reação neutra das ações”, disse nota do banco enviada a clientes. Às 10h41, os papéis da TIM recuavam 0,7%, enquanto o Ibovespa caía 0,3%.

Em 2014, a receita líquida total da operadora brasileira caiu 2,1%, a R$ 19,5 bilhões. O Ebitda, por sua vez, subiu 6,4%, a R$ 5,5 bilhões, com a margem Ebitda crescendo 2,3 pontos percentuais, a 28,4%.

Fonte: Terra

Denison Duarte – Amarante (PI)

Radar Financeira

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