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13 de dezembro de 2017

Conflitos no ciberespaço serão cada vez mais destrutivos


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O conflito no ciberespaço vai piorar à medida que governos, criminosos e outros organizarem ataques de hacking cada vez mais sofisticados e destrutivos, criando uma ameaça comparável àquela enfrentada pelos EUA durante a Guerra Fria, segundo o diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA) desse país.

Talvez os potenciais adversários tenham deixado intencionalmente provas de que eles invadiram sistemas de controle industrial para transmitir a mensagem de que os EUA correm o risco de sofrer um ataque destrutivo se as tensões aumentarem, disse o almirante Michael Rogers, diretor da NSA e do Comando Cibernético dos EUA (USCYBERCOM).

“Infelizmente, prevemos um aumento das tensões no ciberespaço”, disse Rogers, em uma declaração preparada para uma audiência do Subcomitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados dos EUA, nesta quarta-feira, em Washington.

“Os conflitos cibernéticos que observamos atualmente em diversas regiões vão continuar e se tornarão mais sofisticados e intensos”, disse Rogers.

“É provável que agentes cibernéticos estatais e outros não afiliados adotem uma atitude mais audaciosa e procurem meios com maior capacidade de afetar os EUA e seus aliados”.

A avaliação chega em um momento em que a administração Obama e as empresas estão se empenhando para se defenderem de ataques de hackers, que, segundo estimações de Rogers, custam à economia até US$ 400 bilhões por ano.

Altos funcionários do governo americano estão cada vez mais preocupados com hackers depois de ataques de alto perfil.

Os EUA disseram que a Coreia do Norte estava por trás do ataque contra a Sony Pictures Entertainment que foi anunciado em novembro e destruiu milhares de computadores.

O diretor da Inteligência Nacional, James Clapper, disse aos legisladores no mês passado que o governo iraniano realizou um ataque destrutivo contra a Las Vegas Sands Corp. em fevereiro de 2014.

Impedir ataques

Os EUA devem desenvolver as políticas públicas e as estruturas para impedir ataques de hackers e reduzir as tensões, como o país fez na Guerra Fria em resposta à ameaça da guerra nuclear, disse Rogers.

“Eu comparo o nosso momento histórico à situação confrontada pelos EUA no começo da Guerra Fria, quando se tornou óbvio que a União Soviética e outros podiam construir bombas de hidrogênio e a concorrência entre as superpotências deu sinais preocupantes de instabilidade”, disse Rogers, em sua declaração.

O Comando Cibernético está criando equipes capazes de defender redes militares e auxiliar comandantes.

As forças também podem ajudar a defender infraestrutura e recursos essenciais dos EUA se outra agência americana com autoridade para prestar assistência a empresas privadas, como o Departamento de Segurança Interna ou o FBI, fizer o pedido.

A decisão de implementar equipes para apoiar agências dos EUA teria que ser tomada pelo presidente ou pelo secretário de Defesa.

A meta é contar com cerca de 6.200 funcionários prontos para operar até o fim do ano fiscal de 2016, disse Rogers.

Concepção tradicional

“O movimento global de atividade das ameaças no ciberespaço e através dele confunde a concepção tradicional do governo dos EUA de como abordar atividades militares, criminosas e de inteligência, tanto do país quanto do exterior”, disse Rogers.

Rogers não descartou a possibilidade de que o Comando Cibernético e a NSA tenham líderes diferentes. Um painel assessor do presidente recomendou que as duas agências fossem separadas em dezembro de 2013, em resposta às revelações de vastas atividades de espionagem do governo.

No entanto, Obama decidiu manter uma única pessoa à frente do Comando Cibernético e da NSA.

“Eu recomendarei enfaticamente a quem me perguntar que continuemos na relação de chefia dupla, na qual o comandante do USCYBERCOM também seja o diretor” da NSA, disse Rogers.

“Talvez não seja uma solução permanente, mas ela é boa tendo em vista nossa posição nesta jornada, pois nos permite desenvolver as fortalezas de ambas as organizações para ajudar na defesa do nosso país”.

Fonte: Exame

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