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13 de dezembro de 2017

Cigarro eletrônico está na moda e na mira dos críticos


Hospital de Olhos
Num dia recente à sombra do Arco do Triunfo, 20 pessoas se enfileiravam na calçada de uma nova loja da moda, ávidas por um gostinho de suas mais novas ofertas gourmet.

Uma placa na janela promovia "piña colada" como o sabor do mês. Uma mulher vestindo uma jaqueta Chanel disse que queria experimentar pêssego.

Mas isso não era um templo da gastronomia. Era uma das muitas lojas de cigarros eletrônicos que vêm surgindo em Paris, e também em inúmeras cidades da Europa e Estados Unidos. Dentro da boutique ClopiNette, os clientes podem escolher entre mais de 60 sabores de nicotina líquida – incluindo Marlboro e Lucky Strike –, tudo em diferentes intensidades e organizados em fileiras por cores (ClopiNette é uma brincadeira com "clope", gíria em francês para cigarro).

"É como visitar uma loja da Nespresso", afirmou Anne Stephan, advogada especializada em questões de saúde em um escritório de advocacia na região.

O que a levou à loja é um desejo compartilhado por muitos: eles desejam parar de fumar tabaco, mas não querem cortar o hábito de fumar. Após fumar 20 cigarros por dia durante 25 anos e não conseguir parar, Stephan disse ter cortado para um cigarro por dia nos três meses desde que começou a baforar o chamado cigarro eletrônico. Usando tecnologia que transforma propilenoglicol infundido em nicotina em um vapor inalável, fumar um cigarro eletrônico parece quase a mesma coisa – sem o odor de cinzeiro.

Embora os cigarros eletrônicos ainda sejam uma fração do mercado de produtos do fumo nos Estados Unidos (US$80 bilhões por ano), a crescente popularidade da prática já causou um confronto, na Europa, entre varejistas e reguladores. Recentemente, o governo britânico anunciou que começaria a tratar os cigarros eletrônicos como medicamentos, "para que as pessoas usando esses produtos tenham a confiança de que eles são seguros, de boa qualidade e funcionam".

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) tentou impedir a venda de cigarros eletrônicos, alegando que eles eram ‘combinações não autorizadas de drogas com dispositivos’. Os fabricantes contestaram com sucesso a posição da agência, mas em uma decisão de 2010, um tribunal federal decidiu que o cigarro eletrônico deveria ser regulado pela agência como um produto de tabaco.

Segundo uma porta-voz da agência, Stephanie Yao, a agência deverá liberar para consulta pública uma proposta para regulamentar categorias adicionais de produtos de tabaco.

Atualmente, as leis de tabaco da FDA se aplicam a cigarro, fumo e tabaco de mascar.

‘Mais pesquisas são necessárias para avaliarmos os potenciais riscos e benefícios para a saúde dos cigarros eletrônicos e outros novos produtos de tabaco’, afirmou Yao num comunicado.

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