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Sesapi explica dinâmica da distribuição de vacinas aos municípios

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O estado do Piauí já vacinou, até esta terça-feira (30), um total de 274.644 pessoas contra a Covid-19, segundo dados do Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapí). Foram imunizados com a primeira dose 225.491 e a segunda dose 49.153 piauienses.

Para possibilitar esta vacinação, a Sesapi segue um organograma estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização, onde o papel das secretarias estaduais é realizar a distribuição dos imunizantes para as regionais de saúde, que fazem a entrega às Secretarias Municipais de Saúde, responsáveis pela vacinação dos grupos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

“Todas as doses recebidas pela Sesapi, entregues pelo governo federal, são estimadas pelo Ministério da Saúde de acordo com a população de cada cidade, elas foram distribuídas seguindo o cronograma de cada remessa”, explica o superintendente de Atenção à Saúde e Municípios, Herlon Guimarães.

Devido a algumas incompatibilidades de doses enviadas com a quantidade da população de cada grupo, a Secretaria de Estado da Saúde enviou aos municípios, há duas semanas, um ofício solicitando que aquelas cidades que não possuem doses suficientes para completar seus públicos prioritários, façam uma lista com CPF, cartão do SUS, nome completo e endereço, possibilitando assim que a Sesapi consiga fazer a complementação dessas doses.

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“Essa lista deve ser assinada pelo Conselho Municipal de Saúde, de cada cidade, e enviada à Sesapi, para que possamos solicitar ao ministério este complemento, uma vez que as doses destinadas não estão contemplando os grupos prioritários”, pontua o superintendente.

Para evitar contratempos, no processo de vacinação, o Plano Nacional de Imunização orienta, em uma nota técnica, que os gestores municipais devem, a cada grupo, estabelecer as prioridades das prioridades. “Essa decisão deve ser comunicada à população da cidade, de forma clara e transparente. A determinação se deu pelo fato de não termos vacinas suficientes para contemplar toda a população piauiense. Esta orientação deve ser implantada em cada município para que possamos ter uma organização do cronograma de vacinação”, lembra Herlon Guimarães.

O Piauí já recebeu 461.980 doses das vacinas do Instituto Butantan e da Oxford/AstraZeneca. Porém, esses dados não estão no painel da Sesapi, uma vez que os municípios ainda não as receberam em sua totalidade.

“Já entregamos pouco mais de 416 mil vacinas, porém, não estão no sistema, já que não foram entregues a todas as secretarias municipais de Saúde. Estamos também discutindo com os órgãos colegiados a utilização da reserva técnica e definindo os públicos prioritário para iniciar a vacinação”, disse o gestor.

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Herlon Guimarães lembra aos municípios a importância de continuar no processo de vacinação. “Façam a vacina em seus grupos prioritários, tenham cuidado apenas em não vacinar o público que ainda não tem direito, mas ao passo em que a Sesapi vai emitindo nota, que o ministério estabelece orientações, vamos repassando a cada secretaria municipal. E sempre que tiverem qualquer dúvida, procurem a Sesapi, que estamos a postos para ajudar”, acrescentou o superintendente.

Fonte: Governo PI

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Defensoria passa a adotar ferramenta para inclusão em postagens nas redes sociais

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Instituição quer garantir maior acessibilidade

A Defensoria Pública do Estado do Piauí passa a adotar em suas redes sociais a hashtag #PraTodosVerem, alternativa tecnológica inclusiva que visa proporcionar acessibilidade com foco inicial nas pessoas com deficiências visuais, mas estendendo-se às demais deficiências.

Uma abordagem mais ampla da #PraCegoVer, criada pela professora baiana Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva, a #PraTodosVerem não se limita a inclusão apenas de pessoas cegas, mas a todos os usuários das redes, estimulando o uso de descrição de imagens o que permite a captação do que está inserido na imagem postada, tendo em vista que traz uma descrição do que contém na foto ou arte postada.

A descrição feita a partir da hashtag tem que adotar algumas especificidades como, por exemplo, descrever o que contém na imagem seguindo a sequência da escrita e leitura ocidental, isto é, da esquerda para direita e de cima para baixo, tendo antes descrito do que se trata, se é foto, desenho, charge, tirinha, ilustração etc. Nas redes sociais essa ferramenta já vem sendo usada por empresas e instituições, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que buscam proporcionar maior acessibilidade e interação com o público que desejam atingir.

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O presidente da Escola Comradio e Instituto ILEVE, Iraildon Mota, que coordena no Piauí o projeto Mulheres de Visão, fala mais sobre a utilização da hashtag. “Nós usamos a #ParaTodosVerem porque falamos para todos, não apenas para os cegos ou para um grupo específico de pessoas. Com as tecnologias atuais, pessoas com baixa visão, com 30% ou menos no melhor olho, além de pessoas com deficiências mentais e físicas, podem usar a descrição de imagens estáticas ou audiodescrição”, informa, acrescentando que a limitação da descrição aos cegos seria algo como “sugerir um produto análogo, por exemplo, à “moda plus size” ou “macarrão sem glúten” – todos poderiam entender, mas se tornaria muito específica, ou somente para os cegos”.

Sobre a iniciativa da Defensoria Pública, Iraildon Mota afirma que “quando se toma a atitude de adotar a descrição de imagens nas redes sociais, não é apenas uma decisão comunicacional, mas uma ação concreta de respeito com as pessoas com deficiência visual. No mundo cada vez mais imagético isso reforça o quanto há possibilidades de se incluir agregando valor à comunicação e dando um grande exemplo para a sociedade. A Defensoria Pública do Estado do Piauí se torna protagonista com está iniciativa e serve como estimulo para outras instituições”.

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O defensor público geral Erisvaldo Marques, afirma que a adoção da hashtag é mais uma alternativa de inclusão adotada pela Defensoria Pública. “A Defensoria Pública trabalha em todos os segmentos na seara dos Direitos Humanos, procurando cada vez chegar mais próximo das pessoas, independente de suas limitações. Entendemos que a acessibilidade no meio digital ajuda a quebrar as barreiras de acesso à informação, tanto para os que têm algum tipo de deficiência visual, como outros tipos de deficiências. Assim, optamos por aderir a essa ferramenta visando tornar a nossa instituição cada vez mais acessível. Nesse contexto, a Defensoria Pública já tem trabalhado parcerias, como a desenvolvida com a Escola Comradio, por meio do Projeto Mulheres de Visão, que também nos serve de inspiração para a adoção dessa prática. É sempre interesse da Defensoria colaborar para o desenvolvimento de ações que busquem garantir a cidadania dos que são marginalizados e vítimas do preconceito”, afirma.

Fonte: Governo PI

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