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São Paulo quer que governo exija passaporte da vacina a estrangeiros

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A prefeitura de São Paulo informou que encaminhou um ofício ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitando a exigência da apresentação do passaporte da vacina contra a covid-19 para estrangeiros que ingressarem no país.

O documento, enviado ontem (23), foi assinado pelo secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, e tem o propósito de manter o controle da pandemia na capital paulista, além de conter os índices da taxa de infecção da doença. A prefeitura informou que a Anvisa e o ministério manifestaram o recebimento do documento.

Dados da prefeitura apontam que nesta terça-feira a cidade tinha taxa de 30% de ocupação nos leitos de enfermaria e 34% de UTI, e superou 99,7% da população vacinada com a segunda dose da vacina contra a covid-19.

Para o secretário, com o recrudescimento da pandemia nos países estrangeiros, a preocupação de uma nova onda de covid-19 nas cidades brasileiras aumenta. “O Brasil é um país que recebe muita gente, de vários países, e precisamos adotar todas as estratégias para impedir a disseminação da doença. Aqui na capital, estamos adotando todas as possibilidades para combater as novas variantes e temos certeza que o ministro [da Saúde] Marcelo Queiroga já estuda o pedido”, disse Aparecido, em nota.

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O Ministério da Saúde não confirmou o recebimento do documento, mas disse, em nota, que “os critérios para a entrada de estrangeiros ou brasileiros vindos do exterior ao país são elaborados de forma integrada e interministerial, visando sempre a segurança e o bem-estar da população brasileira”.

De acordo com a pasta, as orientações atuais para a entrada no país estão na Portaria Nº 658/2021, que exige, por exemplo, a apresentação de documento comprobatório, no momento do embarque, de resultado negativo ou não detectável para a covid-19.

A portaria, que foi elaborada pela Casa Civil da Presidência da República e pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública, Saúde e Infraestrutura, não estabelece a comprovação de vacinação como requisito para entrada no Brasil.

A Anvisa informou, em nota, que a decisão sobre regras para entrada no país não é definida por ela, mas sim pela Casa Civil e os ministérios citados acima. “A Anvisa, cumprindo seu papel nos termos da Lei nº 13.979/20, que é de expedir parecer de caráter assessorial, já apresentou posicionamento sobre o tema, e enviou nota técnica à Casa Civil da Presidência da República, para consideração dos ministros de estado.” O órgão não informou se seu parecer é contrário ou favorável à exigência de comprovação de vacinação por estrangeiros que ingressem no país.

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Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Federação alerta para casos de covid-19 na Petrobras

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que os casos de covid-19 na Petrobras atingem mais de 1,5 mil empregados efetivos da empresa. Segundo nota da entidade, a informação foi apresentada pela estatal em reunião, na segunda-feira (24), entre representantes do Sindipetro do Norte Fluminense, Petrobras, Ministério Público do Trabalho de Cabo Frio e Ministério do Trabalho do Rio de Janeiro.

A FUP e o Sindipetro-NF calculam que cerca de 3 mil trabalhadores terceirizados possam estar com a doença.

“O Sindipetro-NF, junto ao Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho, solicitou diversas informações e a empresa não deu, como número de infectados em plataformas e quais as unidades que estão mais graves. Isso vem confirmando o que o sindicato tem denunciado desde o início da pandemia, que é o descaso da companhia com os trabalhadores”, disse, em nota, o coordenador-geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, que participou da reunião com a companhia.

Petrobras

Em nota, a Petrobras disse que, na segunda-feira (24), havia cerca de 1.370 casos confirmados de covid-19, entre os quase 40 mil empregados da companhia. “No momento, observa-se o aumento dos casos de covid-19 em todo o Brasil e esse aumento de incidência no país tem reflexo também na indústria de petróleo e gás. Todos os novos casos confirmados na companhia são assintomáticos ou com sintomas leves. Não há impacto significativo nas operações em razão de afastamentos de colaboradores contaminados”, diz a empresa.

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A Petrobras ressaltou que suas atividades operacionais são desempenhadas de forma segura de acordo com os mais rigorosos padrões de segurança e protocolos de saúde como: testagem; distanciamento físico; uso obrigatório de máscaras; procedimentos de higienização e limpeza de mãos, ambientes e equipamentos; adequação de efetivo; isolamento imediato e desembarque dos casos suspeitos e seus contactantes.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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