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Representantes do MPPI e da Sesapi dialogam sobre educação no contexto da pandemia

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Representantes do Ministério Público do Piauí (MPPI), da Secretaria Estadual de Saúde e da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (Divisa) reuniram-se nesta segunda-feira (22), por videoconferência, para dialogar acerca da educação no contexto de pandemia da covid-19.

Durante a reunião virtual, o secretário estadual de Saúde Florentino Neto informou que a Sesapi tem seguido a recomendação administrativa expedida pelo MPPI, por meio da 38ª Promotoria de Justiça de Teresina e do CAODEC, no último dia 10. A Recomendação apresenta três cenários e sugestões para o desenvolvimento das atividades educacionais no contexto pandêmico.

Como representante do MPPI, a promotora de Justiça, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação e Cidadania (CAODEC) e atual responsável pela 38ª promotoria de Justiça, Flávia Gomes, destacou a importância da construção de soluções conjuntas e interinstitucionais para a garantia do direito de aprender durante a pandemia.

A diretora de Vigilância Sanitária do Estado, Tatiana Chaves, participou da reunião e expôs dados relativos ao trabalho de fiscalização do protocolo que estabelece orientações para educação: medidas de prevenção e controle da disseminação do Sars-CoV-2 (Covid-19). Os participantes conversaram também a respeito da vacinação para trabalhadores da Educação.

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As servidoras da Vigilância Sanitária, Christianne Miranda e Anna Klicia também participaram do encontro. Bem como, o servidor da assessoria jurídica da Sesapi José Carlos Martins.

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Defensoria passa a adotar ferramenta para inclusão em postagens nas redes sociais

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Instituição quer garantir maior acessibilidade

A Defensoria Pública do Estado do Piauí passa a adotar em suas redes sociais a hashtag #PraTodosVerem, alternativa tecnológica inclusiva que visa proporcionar acessibilidade com foco inicial nas pessoas com deficiências visuais, mas estendendo-se às demais deficiências.

Uma abordagem mais ampla da #PraCegoVer, criada pela professora baiana Patrícia Braille, especialista em educação especial na perspectiva da educação inclusiva, a #PraTodosVerem não se limita a inclusão apenas de pessoas cegas, mas a todos os usuários das redes, estimulando o uso de descrição de imagens o que permite a captação do que está inserido na imagem postada, tendo em vista que traz uma descrição do que contém na foto ou arte postada.

A descrição feita a partir da hashtag tem que adotar algumas especificidades como, por exemplo, descrever o que contém na imagem seguindo a sequência da escrita e leitura ocidental, isto é, da esquerda para direita e de cima para baixo, tendo antes descrito do que se trata, se é foto, desenho, charge, tirinha, ilustração etc. Nas redes sociais essa ferramenta já vem sendo usada por empresas e instituições, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça, que buscam proporcionar maior acessibilidade e interação com o público que desejam atingir.

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O presidente da Escola Comradio e Instituto ILEVE, Iraildon Mota, que coordena no Piauí o projeto Mulheres de Visão, fala mais sobre a utilização da hashtag. “Nós usamos a #ParaTodosVerem porque falamos para todos, não apenas para os cegos ou para um grupo específico de pessoas. Com as tecnologias atuais, pessoas com baixa visão, com 30% ou menos no melhor olho, além de pessoas com deficiências mentais e físicas, podem usar a descrição de imagens estáticas ou audiodescrição”, informa, acrescentando que a limitação da descrição aos cegos seria algo como “sugerir um produto análogo, por exemplo, à “moda plus size” ou “macarrão sem glúten” – todos poderiam entender, mas se tornaria muito específica, ou somente para os cegos”.

Sobre a iniciativa da Defensoria Pública, Iraildon Mota afirma que “quando se toma a atitude de adotar a descrição de imagens nas redes sociais, não é apenas uma decisão comunicacional, mas uma ação concreta de respeito com as pessoas com deficiência visual. No mundo cada vez mais imagético isso reforça o quanto há possibilidades de se incluir agregando valor à comunicação e dando um grande exemplo para a sociedade. A Defensoria Pública do Estado do Piauí se torna protagonista com está iniciativa e serve como estimulo para outras instituições”.

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O defensor público geral Erisvaldo Marques, afirma que a adoção da hashtag é mais uma alternativa de inclusão adotada pela Defensoria Pública. “A Defensoria Pública trabalha em todos os segmentos na seara dos Direitos Humanos, procurando cada vez chegar mais próximo das pessoas, independente de suas limitações. Entendemos que a acessibilidade no meio digital ajuda a quebrar as barreiras de acesso à informação, tanto para os que têm algum tipo de deficiência visual, como outros tipos de deficiências. Assim, optamos por aderir a essa ferramenta visando tornar a nossa instituição cada vez mais acessível. Nesse contexto, a Defensoria Pública já tem trabalhado parcerias, como a desenvolvida com a Escola Comradio, por meio do Projeto Mulheres de Visão, que também nos serve de inspiração para a adoção dessa prática. É sempre interesse da Defensoria colaborar para o desenvolvimento de ações que busquem garantir a cidadania dos que são marginalizados e vítimas do preconceito”, afirma.

Fonte: Governo PI

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