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Professores dão dicas para o segundo dia de prova do Enem

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Resolver questões de anos anteriores, revisar conteúdos estudados durante o ano e relaxar um pouco são algumas das dicas de professores entrevistados pela Agência Brasil para os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (24). No segundo dia de aplicação da versão impressa do exame, os candidatos resolverão questões de matemática e de ciências da natureza. 

“Neste momento, quando se fala em exatas, a grande dica é fazer as provas anteriores. Pegar as duas últimas provas e ter calma”, diz o diretor-geral do Colégio e Curso Progressão e professor de matemática, Leonardo Chucrute. “O Enem não quer colocar pegadinha para o candidato. O que ele está cobrando é aquilo mesmo. Acredite no que a prova está pedindo, é aquilo mesmo, é o que você sabe fazer. O que falo para o candidato é, mantenha a calma, você está preparado, você estudou, acredite em você”.

Segundo Chucrute, com base na prova do último domingo (17), primeiro dia de aplicação do Enem, a expectativa é que o exame tenha menos textos longos e que os enunciados sejam mais objetivos.

“Não é o momento de querer aprender conteúdos novos, de tirar o atraso, porque isso pode gerar tensão e cansaço desnecessários nesta reta final. Importante revisar e focar nos conteúdos que mais caíram nas provas”, diz o gerente executivo de Avaliações e Conteúdo Digital do SAS e professor de química, Caê Lavor. Na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estão disponíveis as provas e os gabaritos dos anos anteriores do Enem.

A expectativa de Lavor é que o Enem mantenha o padrão dos conteúdos das últimas edições. “Será uma prova que repete os padrões do Enem. Tanto no conteúdo quanto na abordagem de problemas e conteúdos que são relevantes para o dia a dia dos alunos, que são relevantes para o cotidiano. O Enem cobra problemas e situações práticas, conteúdos que têm aplicação no dia a dia, conteúdos muito técnicos não costumam ser cobrados”. 

Razão, proporção, porcentagem, regra de três são, segundo os professores, conteúdos recorrentemente cobrados na prova de matemática. Em biologia, o conteúdo destacado é ecologia; em física, mecânica, que envolve aceleração, velocidade e troca de energia; e, em química, físico-química, que engloba cálculo químico e aplicações práticas das reações químicas. 

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Na hora da prova 

Segundo o professor e coordenador de matemática do sistema COC by Pearson, Luiz Fernando Duarte, o estudante deve começar pelas questões com as quais tem mais afinidade. “Deve começar pela situação em que se sente mais forte, com o que tiver mais facilidade, para começar com mais confiança. Deve ser aí o ponto de partida”, diz.

 “Em uma leitura cuidadosa é possível identificar as questões que podem ser resolvidas mais rapidamente. Isso significa fazer um bom número de questões e ter mais tempo para fazer questões com exigência maior”, orienta. Segundo Duarte, um tempo médio para a resolução das questões é de três minutos para cada. Uma técnica recomendada é que os candidatos leiam com atenção os enunciados, que grifem as partes mais importantes, que podem ajudar na resolução. 

Ao todo, os estudantes terão cinco horas para resolver 90 questões. “Tivemos o caso de um aluno, ainda que ele estava fazendo a prova apenas como treineiro, que passou cerca de 30 minutos em uma questão e não conseguiu concluir a prova. Deixou de resolver questões elementares que só de passar o olho conseguiria resolver”, conta o professor de matemática do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Augustinho Brandão, de Cocal dos Alves (PI), Raimundo Alves de Brito. “O estudante tem que saber identificar aquelas questões que certamente consegue resolver”, acrescenta. 

Respirar 

Em um ano atípico como o ano letivo de 2020, com a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia do novo coronavírus e, agora, com a realização do exame com uma série de medidas de biossegurança, os estudantes enfrentam uma ansiedade ainda maior. “A gente nem sabe como pedir, está todo mundo muito agitado, mas eu pediria calma. A prova está difícil para todo mundo, a situação é essa para todo mundo. É preciso calma e concentração para fazer a prova”, recomenda Brito.

Ele conta que enfrentou uma série de dificuldades ao longo do ano, com internet escassa no município, por vezes, estudantes não conseguiam sequer acessar um vídeo de três minutos. “Foi muito difícil, foi um ano horrível. A gente conseguiu mais ou menos cumprir a carga horária, mas as aulas ficam muito deficitárias. Estamos esgotados. A gente consegue sentir que não funcionou como a gente queria”, diz o professor. 

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Lavor concorda. “É um momento de manter a calma. Sei que é difícil. Muitas vezes, o estudo desenfreado e a busca de conhecimento agora criam tensão. Estudar poucas coisas, manter a calma e pensar que este momento vai ser importante para que sejam definidos os próximos passos, a universidade, mas este momento não define quem a gente é”, diz. 

Ele chama a atenção para algo fundamental: a respiração. Uma dica é toda vez que o estudante se perceber nervoso, notar a respiração acelerada, parar e apenas respirar, até que ela desacelere. “Identificar a respiração pode ajudar a ter mais atenção plena. A estar presente no momento. Escutar o barulho da respiração por dez segundos”. 

Enem 2020 

O Enem começou a ser aplicado no último domingo (17) e segue no próximo (24). No primeiro dia de aplicação, o exame teve abstenção recorde de 51,5%. Do total de 5.523.029 inscritos para a versão impressa do Enem, 2.842.332 faltaram às provas. Nesta edição, o Enem terá uma versão impressa e uma digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

As medidas de segurança adotadas em relação à pandemia do novo coronavírus serão as mesmas tanto no Enem impresso quanto no digital. Haverá, por exemplo, um número reduzido de estudantes por sala, para garantir o distanciamento entre os participantes. Durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Os candidatos que tiverem sintomas de covid-19 e de outras doenças infectocontagiosas não devem comparecer aos locais de prova. Devem comunicar ao Inep pela Página do Participante. Esses candidatos terão direito à reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. 

Edição: Graça Adjuto

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Eleva Tour discute metodologias ativas e aprendizagem significativa na educação

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“Como é possível tanto abismo entre aquilo que se aprende na escola e o que o futuro – que já é presente – do trabalho demanda? Este questionamento, do designer de experiências de aprendizagem, Eduardo Valladares, dá a tônica da palestra ‘Dois pés no século XXI: o que o aluno espera da escola’, que abrirá o Eleva Tour Virtual, encontro realizado via canal no Youtube da plataforma, em 20 de julho, às 16h. Profissionais da educação, pais, responsáveis, alunos e demais interessados na área podem se inscrever gratuitamente por meio do site da plataforma Eleva.

Com a proposta de discutir um modelo de educação mais atrativo e focado nos interesses dos estudantes, o evento reunirá especialistas que abordarão métodos para promoção do aprendizado dinâmico no século XXI. Metodologias ativas, protagonismo do estudante, contextualização do material didático e outras formas de aprendizagem significativa serão alguns dos assuntos abordados.

Programação aborda aprendizagem do futuro

Além da apresentação de Eduardo Valladares, que abordará métodos para tornar a escola – uma das primeiras instituições com que uma criança tem contato na vida – mais atrativa, o Eleva Tour trará o tema “Aprendizagem mecânica x aprendizagem significativa”. Conduzida pela assessora pedagógica da plataforma Eleva, Patrícia Paranhos, a palestra visa apresentar a diferença entre os conceitos, abordando os processos práticos que estimulam o aprendizado significativo.

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O aprendizado significativo é um conceito proposto pelo pesquisador norte-americano David Paul Ausubel. De acordo com o estudioso, a aprendizagem de novos conteúdos deve se relacionar com conhecimentos prévios dos alunos para ser significativa.

Do outro lado está a aprendizagem mecânica, que conforme Patrícia Paranhos explica, é aquela na qual “o professor está no centro do processo como um grande expositor e os alunos apenas decoram um turbilhão de informações”. Neste sistema, o aprendizado nem sempre é assimilado, sendo as informações esquecidas logo após uma prova ou um curto período de tempo. “A aprendizagem significativa é aquela que se leva para a vida toda. Colocar o aluno no centro desse processo é um meio para alcançá-la”, explica.

O ciclo de conteúdos do evento será finalizado pela professora e idealizadora do site “Se Liga, Prof”, Emilly Fidelix, que abordará o tema “Contextualização e metodologias ativas: indo além do óbvio”. A apresentação irá discutir a necessidade de contextualizar os conteúdos para despertar a atenção dos estudantes e promover um ensino mais aprofundado.

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O encerramento do “Eleva Tour Virtual” será realizado pela direção da plataforma de Ensino Eleva. A diretora pedagógica, Carolina Pavanelli, irá falar sobre as diferenças entre adotar uma editora de livros didáticos e um Sistema de Ensino na escola. Em seguida, a diretora geral, Rachel Nogueira, abordará o tema “O Futuro da Educação está aqui.”

Serviço:
Eduardo Valladares – Palestra: Dois pés no século XXI: o que o aluno espera da escola.
Patrícia Paranhos – Palestra: Aprendizagem mecânica x aprendizagem significativa.
Emilly Fidelix – Palestra: Contextualização e metodologias ativas: indo além do óbvio.
Rachel Nogueira – Fala: O Futuro da Educação está aqui
Carolina Pavanelli – Apresentação

Mais informações:
Experta Media – 21 98890-3204

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