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17 de dezembro de 2017

Em entrevista dura, Dilma afirma que política econômica está na ‘defensiva’


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A candidata à reeleição, Dilma Rousseff, participou do jornal Bom dia Brasil na manhã desta segunda-feira (22) em uma entrevista gravada. Respondendo a questões dos jornalistas Miriam Leitão, Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo, a presidente falou sobre temas como educação, Banco Central, crise financeira internacional e as denúncias que envolvem a Petrobras.

“A gente tem de ver como que evolui a crise […] Os Estados Unidos evoluindo bem, eu acho que o Brasil pode entrar numa outra fase, que precise de menos estímulos. Pode ficar entregue à dinâmica natural da economia e pode, perfeitamente, passar por uma retomada”, afirmou a presidente.

Segundo ela, a política econômica está atualmente “na defensiva” por causa da crise internacional e que qualquer alteração vai depender de uma melhora na economia dos Estados Unidos. “Estamos numa situação em que o Brasil está na defensiva em relação à crise internacional. Protegendo emprego, salário e investimento. Essas três variáveis. Por quê? Porque vamos apostar numa retomada. Na retomada você muda a política econômica de defensiva para ofensiva”.

Desemprego

Dilma ainda destacou que há uma “crise gravíssima” de desemprego no mundo, que tem afetado principalmente os jovens. A jornalista Miriam Leitão lembrou que a taxa de desemprego de jovens no Brasil está em 13,7%. Dilma disse que a taxa média de desemprego no Brasil alcançou 4,9% em seu governo. “Nós temos na PNE a menor taxa de desemprego de toda série histórica, de 4,9%. Ninguém tem, no mundo, taxa de 4,9%”, disse a petista.

Educação

Os entrevistadores questionaram a presidente sobre o fato de o Brasil não ter cumprido as metas educacionais fixadas pelo Ministério da Educação para o final do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e ensino médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em resposta, a presidente ressaltou as melhorias nos primeiros anos do ensino fundamental, mas reconheceu que o resultado para os anos posteriores de ensino ficou aquém do esperado. Para reverter a situação, ela propôs uma reforma no ensino médio, com alteração das matérias hoje ministradas aos alunos.

Banco Central

Dilma criticou a proposta de Marina Silva, candidata do PSB, que pretende dar independência ao Banco Central. Isso criaria, segundo ela, “um quarto poder no Brasil”. A propaganda eleitoral da presidente tem abordado o assunto dizendo que a candidata do PSB vai dar poder aos banqueiros, que poderão decidir sobre empregos e salários com a medida. Questionada se esse tipo de propaganda não tem a intenção de causar medo nos eleitores, Dilma disse estar apenas “alertando” a população para os efeitos das propostas da adversária.

A jornalista Miriam Leitão lembrou a Dilma que países como Chile e Reino Unido colocaram em prática a proposta de um Banco Central independente e apresentaram resultados positivos. A presidente respondeu que o Banco Central no Brasil tem o papel de perseguir “única e exclusivamente controle de inflação”.

Petrobras

A presidente também falou sobre as denúncias de um esquema de propina em contratos de empresas com a Petrobras. De acordo com a petista, as irregularidades estão sendo descobertas porque o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu “mecanismos de autonomia” à Polícia Federal.

Antes do governo Lula “a Polícia Federal não saia investigando o que lhe passasse pela cabeça”. “Fomos nós que descobrimos [o esquema na Petrobras]. Foi a Polícia Federal, ligada ao ministério da Justiça. A Polícia Federal integra o meu governo. É um órgão do governo”, pontuou a presidente.
Questionada sobre a indicação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras, que ocorreu no governo do ex-presidente Lula, Dilma afirmou que Costa foi indicado para a diretoria porque reunia os requisitos para o cargo. “O senhor Paulo Roberto tinha credenciais para ser escolhido diretor. A descoberta que ele fez isso é uma surpresa, porque eu, como quase todos os brasileiros, acredito que os funcionários da Petrobras, de carreira, são pessoas testadas, investigadas.”

O ex-diretor da estatal está preso em Curitiba (PR) por suspeita de participar do esquema e aceitou fazer a chamada delação premiada em troca de redução da pena.
Com informações do G1.

Fonte:Yahoo


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