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11 de dezembro de 2017

Missa de sétimo dia de Campos tem 1º pronunciamento de Marina como candidata


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Marina fala após cerimônia em Brasília e se mostra disposta a levar campanha do ex-governador de Pernambuco em frente

Realizada com a presença de inúmeros políticos nesta terça-feira (19) em Brasília, a missa de sétimo dia em homenagem a Eduardo Campos se tornou palco do primeiro pronunciamento político de Marina Silva como candidata à Presidência da República pelo PSB. A confirmação da candidatura deve ocorrer nesta quarta-feira (20) em reunião do partido, também na capital federal.

A ex-senadora, que havia feito apenas um discurso logo após a morte de Campos na quarta-feira (13), fez um pronunciamento lembrando a história do líder pernambucano e se dispôs a levar a campanha dele em frente. Marina lembrou que ele, em sua última frase na TV antes do acidente em público, disse que não desistiria do Brasil e que esse será o mote da campanha para as eleições presidenciais.

Provável candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva participou nesta terça-feira (19) da missa de sétimo dia de Eduardo Campos, em Brasília . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
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“Desde criança, ele aprendeu no berço de sua família que, mesmo tendo condições de vida dignas, fez a escolha de lutar pelo direito daqueles que nada têm”, afirmou Marina.

Mesmo com a candidatura da ex-senadora ainda não oficializada pela executiva do PSB, os integrantes do partido já falam de Marina como candidata. A indefinição persiste somente em relação ao vice na chapa. O mais provável é que a vaga fique com o deputado gaúcho Beto Albuquerque.

Presente na missa, a senadora socialista Lídice da Mata comentou o desafio da possível candidata de seu partido. “No momento em que aceitou permanecer como candidata, [ela] aceitou também o discurso do PSB.”

Outros políticos assistem à celebração

A presidente Dilma Rousseff, que está em viagem oficial a Rondônia, foi representada na cerimônia em homenagem às vítimas do acidente aéreo da semana passada em Santos pelo vice-presidente, Michel Temer, e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Também participaram da missa os parlamentares das bancadas do partido socialista na Câmara e no Senado, assessores da coligação Unidos pelo Brasil, liderada pelo PSB, além de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), do qual a mãe de Campos, Ana Arraes, faz parte.

A missa foi concelebrada pelo arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, e os bispos auxiliares dom Leonardo Steiner e dom Marcony Vinicius Ferreira. A Catedral Metropolitana de Brasília ficou lotada.

Durante a homilia, dom Sérgio da Rocha lembrou de Campos como um homem que manteve convicções ligadas à fé. “Ele valorizou a família de modo muito concreto, por meio de seu testemunho pessoal, e, por ser vocacionado para a vida política, ele alargou seu afeto, fazendo do povo brasileiro sua grande família”, destacou.

As homenagens seguem nesta terça. A família de Campos participa às 20h de uma missa na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na zona norte do Recife.

Futuro do PSB nas eleições

Mauricio Rands, um dos coordenadores da campanha presidencial do PSB, disse que a morte de Campos e a substituição do candidato não vão alterar as bases do programa de governo apresentado pela Coligação Unidos pelo Brasil. Rands é um dos principais interlocutores do PSB com a Rede Sustentabilidade, fundado por Marina, e que aguarda registro do Tribunal Superior Eleitoral. Para se candidatar, a ex-senadora teve de se filiar ao partido socialista.

Segundo Rands, Marina deve apresentar, nos próximos dias, uma carta confirmando os compromissos firmados entre ela e Campos na formação da aliança.

*Com Agência Brasil

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