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14 de dezembro de 2017

Suposto caso de racismo não é relatado em súmula na Série B


Hospital de Olhos

O suposto caso de racismo na partida Avaí x Boa Esporte, no último sábado, não foi relatado na súmula pelo árbitro Guilherme Ceretta de Lima. Segunda o documento apresentado no site da Confederação Brasileira de Futebol, não houve ocorrências no confronto válido pela 26ª rodada da Série B, em Florianópolis.

Durante o duelo, o atacante Franci, da equipe mineira, acusou o zagueiro Antônio Carlos, do Avaí, de tê-lo chamado de “macaco do car…”. Imgens mostram o suposto momento da agressão verbal. Franci registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia da Capital, na região central de Florianópolis.

A suposta ofensa teria ocorrido depois de uma disputa de bola entre os jogadores e, segundo o boletim, o atacante reclamou do lance com o árbitro, que mandou o jogo seguir. Por meio de nota oficial, o Boa Esporte afirmou repudiar o “infeliz ato de racismo” e esperar uma posição “exemplar da Justiça”. Já o Avaí, pela assessoria, declarou que a diretoria conversou com o zagueiro, que negou o xingamento.

O procurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schimitt, esclareceu que as imagens já foram solicitadas e que mesmo que Antônio Carlos seja declarado culpado de injúria racial, o Avaí não será punido.

O artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva diz que caso o ato seja praticado por “atleta, mesmo que suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica”, a pena é uma suspensão de cinco a dez jogos, além de multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil.

O clube só pode ser punido quando a ofensa racial é “praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva”, como foi o caso do Grêmio, que acabou eliminado da Copa do Brasil com a perda de três pontos.

Fonte:Terra

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