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17 de dezembro de 2017

Mulher sumida após ser levada para fazer aborto no Rio pagou 4,5 mil


Hospital de Olhos

A mãe de Jandira Magalena dos Santos, de 27 anos, que está desaparecida desde o dia 26 de julho, após ser levada para fazer um aborto na Zona Oeste do Rio, disse que a filha pagou 4,5 mil para fazer o procedimento. Em entrevista ao G1 na tarde desta quarta-feira (3), Maria Ângela Magdalena dos Santos afirmou que a filha, que trabalhava em uma concessionária no Recreio dos Bandeirantes, havia juntado todas as economias para conseguir realizar o aborto e tinha medo de perder o emprego se mantivesse a gravidez.

“Eu não achei caro porque dizem que essas pessoas cobram mil reais por mês e ela já estava na 14 semana (quarto mês). Eu não queria que ela fizesse, mas a gente não manda nos nossos filhos. Estou desesperada porque eu não tenho notícia boa nem ruim. Ela estava com medo de perder o emprego e o pai dessa criança foi uma coisa passageira, eles não estavam juntos”, disse a mãe.

Além da mãe de Jandira, a polícia já ouviu o ex-marido, que a levou até a rodoviária de Campo Grande para ser levada até a clínica, e uma amiga que indicou o local para a realização do procedimento. De acordo com Maria Ângela Magdalena, Jandira se comunicou por duas semanas com uma mulher que de denominava “doutora Rose”. Um cartão com o endereço de uma clínica onde essa suposta médica atendia foi enviado através de mensagem de texto para o celular de Jandira, que ela deixou em casa com a mãe.

“A polícia foi até esse endereço que fica em Bonsucesso, mas disseram que lá realmente funcionava uma clínica que foi fechada há 2 anos. A polícia até agora só disse que está investigando, mas eu não posso esperar acontecer o pior. Eu tenho esperanças ainda. A Jandira deixou o celular em casa e levou um rádio que ela desligou assim que entrou no carro. Eu consegui falar com ela momentos antes de ela entrar no carro. Ela estava tranquila”, disse Maria Ângela.

A família já percorreu necrotérios e diversos hospitais da região, mas após oito dias sem informações sobre o paradeiro de Jandira, ainda não tem respostas sobre o que aconteceu.

Investigações em andamento
Segundo nota da polícia desta quarta-feira (3), as investigações estão em andamento e os agentes fazem diligências para encontrar a gestante. A história foi antecipada pela rádio CBN.

De acordo com familiares, na terça, Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, entrou em um carro branco, no terminal rodoviário de Campo Grande, supostamente para ser levada a uma clínica para realizar o procedimento cirúrgico, mas nunca mais apareceu.

Leandro Brito Reis, ex-marido de Jandira, foi quem a levou até o terminal rodoviário e foi última pessoa da família a vê-la, por volta das 10h. Segundo ele, a mulher, grávida de quatro meses, estava apreensiva com a operação e pediu que ele a acompanhasse até o local marcado pelos funcionários da clínica.

“Ela se envolveu com um homem, engravidou e queria tirar. Quem indicou a clínica foi uma amiga dela de infância, que disse que uma outra amiga, que teria feito um aborto nesse mesmo lugar, tinha sido muito bem tratada”, explicou ele.

Veículo com placa adulterada
Leandro contou que, quando os dois chegaram ao ponto de encontro, viram outras duas mulheres, aparentemente grávidas, esperando pela condução até a clínica de aborto. Depois de um tempo de espera, o veículo que levaria as mulheres chegou, com uma mulher loira ao volante. A primeira desconfiança dele foi a placa do carro, que estava com números e letras irreconhecíveis.

“Era um gol branco, quatro portas. Eu cheguei a falar com a mulher que dirigia, perguntei se ia demorar muito. Ela disse: ‘Depende muito do caso, a gente vai devolver ela no mesmo ponto de encontro’. Eu fiquei esperando até as 17h ali e ninguém apareceu”, disse.

O ex-marido relatou que o carro só deixou o terminal depois que ele também simulou sair do local. Segundo Leandro, Jandira deixou o telefone celular em casa, que inclusive contém o registro das conversas com a mulher que negociou o aborto, identificada como doutora Rose. Na ocasião do desaparecimento, a gestante levou apenas o rádio comunicador. Pouco depois da ação, Leandro recebeu uma mensagem de Jandira.

“Ela disse que eles [funcionários da clínica] mandaram ela desligar o rádio, que estava desesperada, e pediu para orar por ela. Desde então não conseguimos mais contato. Fomos em dois hospitais e nada. A mãe dela está muito preocupada”, contou.
Mãe de duas meninas

O caso é investigado pela 35ª DP (Campo Grande). Policiais da delegacia informaram que vão pedir as imagens de câmeras de segurança do entorno do terminal para tentar identificar a mulher que levou as gestantes para a suposta clínica.

Fonte:G1


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