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13 de dezembro de 2017

Centenas de peixes são encontrados mortos no Rio Gravataí


Hospital de Olhos

Uma mancha negra, às margens do Rio Gravataí, no limite entre Canoas e Porto Alegre, denuncia uma mortandade de peixes. São centenas de animais mortos e outros tantos agonizantes, à procura de oxigênio na superfície, em meio ao lixo doméstico e ao esgoto. Após imagens registradas por ZH, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) foi ao local, na tarde desta terça-feira, e constatou a mortandade.

Segundo o órgão, não havia denúncias anteriores, mas os engenheiros químicos André Milanez, chefe do Serviço de Emergência, Petróleo e Petroquímico da Fepam, e Margarete Foernges, estiveram no local — que fica próximo à BR-116.

— É difícil precisar quantos peixes eram, mas podemos dizer que são centenas. De vários espécies e vários tamanhos — confirmou Vilson Trava Dutra, engenheiro químico do Serviço de Emergência da Fepam.

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Além da mancha escura, misturando peixes e lixo, que se aproximava do encontro com o Rio Guaíba, o cheiro forte chama a atenção de quem passa pelo local.

— Isso é a prova de que o rio está agonizando. É a prova de que ele está pedindo socorro — descreveu um morador, que observava o rio e pediu para não ser identificado.

Segundo Dutra, a suspeita é que a falta de oxigênio possa ter causado as mortes e a dificuldade de sobrevivência dos peixes.

— Naquele ponto do Rio Gravataí, próximo à entrada do Rio Guaíba, é recorrente a ocorrência de falta de oxigênio devido a dois fatores: o arraste de esgoto após uma precipitação pluviométrica forte e o represamento do Rio Gravataí, pela mudança do sentido do fluxo do Rio Guaíba, o que causa concentração de matéria orgânica naquele ponto e grande consumo de oxigênio do rio.

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Ainda conforme o engenheiro químico, o lixo que entra pelo esgoto pluvial e aquele que é jogado inadequadamente nas margens dos arroios afluentes é arrastado para o rio e também causa diminuição de oxigênio.

— São vários os fatores que evitariam esse tipo de ocorrência: tratamento de esgotos dos municípios, coleta do lixo domiciliar mais eficiente e evitar o acúmulo de lixo nas margens dos rios — sugere Dutra.

De acordo com a Fepam, não é significativa a quantidade de peixes mortos encontrada nesta terça-feira, considerando “a potenciabilidade que tem na bacia do rio Gravataí”. O órgão considera a ocorrência pontual para um local onde há acúmulo de matéria orgânica. Mas ressalta que um efeito maior poderia ser registrado em época de piracema.

Ainda assim, uma equipe da Fepam fará, na manhã desta quarta-feira, uma coleta de amostras de água e medição de oxigênio dissolvido para aprofundar o caso e entender melhor o que aconteceu no local.

Fonte: Zh Notícia

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