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12 de dezembro de 2017

Piauí é o 2º estado com maior número de alunos repetentes em todo o Brasil


Hospital de Olhos

Dentre os 27 estados brasileiros, o Piauí ocupa o segundo lugar na lista dos piores quanto ao índice de reprovação de alunos do ensino médio. De acordo com o ranking produzido pela revista Exame e divulgado ontem (27), o Estado possui mais de 50% de seus alunos em uma série que não corresponde à sua idade. A maioria destes está com mais de dois anos de atraso.

A situação é realidade em todo o Brasil, e mesmo aqueles que estão em “melhor” situação, como São Paulo e Santa Catarina, não estão em uma condição confortável. Enquanto o Piauí possui 51% de seus alunos reprovados – sendo 55,4% nas escolas públicas e 14,8% nas particulares – São Paulo possui um índice geral de 19%. O ideal seria que esse índice fosse de no máximo 10%.

Em situação pior que a do Piauí está apenas o estado do Pará, onde o índice geral é de 56% de repetentes nas salas de aula. A maior parte dos estudantes está atrasada mais de dois anos. A situação é preocupante não apenas pelo índice de reprovação em si, mas porque a taxa de abandono da escola é maior entre alunos repetentes.

Veja abaixo a análise feita pela publicação:

Em 3 estados brasileiros, alunos repetentes são maioria

Você tem 15 anos e está no 1º ano do ensino médio. Você olha para o lado e mais da metade de seus colegas são, pelo menos, dois anos mais velhos que você. É possível que eles já tenham reprovado, largado os estudos e depois retornado ou simplesmente começaram a estudar atrasados. Não importa: eles estão na série errada para a idade deles.

Um ambiente como esse é um prato cheio para o que se detecta no início do ensino médio em nível nacional: em nenhuma outra série, tantos alunos largam o curso no meio do ano letivo (ação conhecida como abandono) ou até terminam, mas não aparecem no ano seguinte para estudar (a chamada evasão). As reprovações vão às alturas.

Não é preciso ser estudioso do tema para saber que quem perde (muito) com isso é o Brasil, os próprios jovens e, comprovam os estudos, até seus filhos.

A situação imaginada no começo desta matéria é uma realidade estatística do 1º ano em escolas do Pará, Piauí e Bahia, os casos mais sérios da chamada “distorção idade-série”.

Nesse triste cenário, alguns estados têm lidado melhor com o problema. São, principalmente, São Paulo e Santa Catarina, os únicos onde o número é menor que 20% no 1º ano. O elogio a essas últimas unidades da federação, porém, é relativo.

“Qualquer coisa acima de 10% é pouco razoável. Em estados mais pobres, ter números perto de 20% não seria absurdo”, diz Ernesto Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, sobre os índices que o Brasil deve almejar na área.

Para ele, o grande entrave hoje é o hábito de tratar a repetência como problema do aluno, e não da escola (mesmo que ela atinja metade deles!), quase não havendo estratégias para recolocá-los ns direção certa.

“O aluno que repetiu é tratado da mesma forma, sem diferenciação”, afirma Faria, que coletou os números que podem ser vistos a seguir no Censo Escolar 2012, todos presentes também no QEdu, plataforma online de dados educacionais.

Veja onde este problema é mais ou menos grave no país. E lembre: nenhum dos estados está em situação realmente confortável. Nem os melhores.

Fonte: portalodia

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