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13 de dezembro de 2017

Segundo o IBGE, o Piauí tem mais de 108 mil crianças trabalhando


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O Piauí é, proporcionalmente, o estado que tem mais crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalhando no Brasil, de acordo com a pesquisa PNAD/IBGE: 14,4% das crianças piauienses estão nessa triste estatística – são mais de 108 mil crianças. No Brasil e no Nordeste, esse índice é de pouco mais de 8%.

Para a procuradora do Trabalho, Elisiane Santos, vice coordenadora nacional da Coordinfância, do Ministério Público do Trabalho, esse dado reforça a importância do envolvimento de toda a sociedade para combater o problema. “É preciso assegurar a proteção integral das crianças e adolescentes, colocando-as a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”, destacou a palestrante, durante o I Seminário Piauiense de Combate ao Trabalho Infantil, sob o tema “As Piores Formas de Trabalho Infantil”, na tarde de sexta-feira (29). Ela disse ainda que a exploração do trabalho infantil se dá principalmente no campo e nos serviços domésticos.

Já o auditor-fiscal do Trabalho Rubervam Du Nascimento, que também é secretário executivo do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e de Proteção ao Trabalhador Adolescente-FETI/PI, ressaltou que a exploração do trabalho infantil ocorre, principalmente, devido a dois fatores: o econômico, que busca o lucro a qualquer custo, e o cultural, que está entranhado em nossa sociedade e por isso mesmo é mais difícil ainda de combater.

“O homem que mora lá no campo diz que sustentou a família dele trabalhando desde cedo. A madame que traz uma criança para servir de babá para os seus filhos diz que está fazendo um favor para a família, dando comida e onde dormir”, explica Rubervam, e arremata, “só quem trabalha é o filho do pobre e é por isso que ele não tem condições de ter uma vida melhor, de estudar, de brincar, de viver como criança. No futuro, ele vai ser um adulto cheio de sequelas, de limitações, fruto de sua infância explorada. Lugar de criança é na escola, é brincando, é sendo criança. Não podemos nos cansar de gritar e de lutar por isso”, pontuou.

Oconselheiro tutelar Itapoam Ferreira Cavalcante trouxe para o seminário “Relato de Casos Atendidos e Providências Adotadas, no Âmbito da Proteção Integral aos Direitos de Crianças e Adolescentes”. Ele apresentou a estrutura e a forma de atuação dos Conselhos Tutelares em Teresina.
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Finalizando o evento na sexta-feira, o procurador da República, Guilherme Zanina Schelb, Coordenador do Programa Proteger – Combate à Violência e Criminalidade, abordou o tema “O Estímulo à Erotização e Pornografia Infantojuvenil em Políticas Publicas da Educação “.

Ele falou da importância de se combater a erotização de crianças e adolescentes e sugeriu que as músicas também sejam enquadradas na classificação indicativa, como já acontece com os programas de tv. “Nós precisamos proteger nossas crianças e cuidar para que elas não sejam expostas a pornografia”, concluiu.

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