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17 de dezembro de 2017

Chega a 160 os municípios do Piauí que sofrem colapso de água


Hospital de Olhos

A Secretaria de Defesa Civil informou que cerca de 160 dos 224 municípios do Piauí estão em colapso no abastecimento d’água. O problema é mais grave porque, além da zona rural, a falta d’água atinge também as casas da zona urbana das cidades. Segundo a secretaria, não tem mais ponto de captação para abastecer os carros-pipas e as formas alternativas de encontrar água que o Estado pensou para garantir a água para as famílias na região do semiárido não estão dando certo. Uma delas foi a perfuração de poços, mas a vazão e a qualidade da água comprometem o abastecimento.

Novas cisternas prometidas pelo do governo federal também não foram instaladas em quantidade suficiente para atender à demanda. O governo criou o bolsa estiagem, o programa de cisternas, o programa Água para Todos, o programa de carro pipa, além do programa de perfuração e manutenção de poços. Mas o problema de falta d’água persiste, sobretudo no semiárido. E a região está entrando no período mais crítico de seca, que se estende até dezembro.

O repasse de recursos federais garantiria o acesso a água em áreas críticas com baixa disponibilidade do produto para abastecimento dos carros-pipa que levam água às comunidades. A execução dos recursos fica a cargo dos governos estaduais. De acordo com dados do Ministério da Integração Nacional, foram repassados no ano passado R$ 8,24 milhões para recuperação de 174 poços. Pela escassez para o consumo humano vários municípios entraram em colapso de água. Pelo menos 210 municípios do Estado estavam com decreto de emergência junto a Defesa Civil.

Segundo a Defesa Civil, cerca de 70% dos municípios do Estado dependem hoje de carros-pipas para abastecimento humano. O secretário Hélio Isaias tinha pedido reforço ao Ministério da Integração, porque o atendimento emergencial deve priorizar 152 municípios com carros-pipas e adutoras de engate rápido, que boa parte deve ser ligada a poços. “Estamos em parceria com o Exercito nesta ação emergencial. A Defesa Civil já está atendendo 30 municípios com carro-pipa e o Exército atende outros 73. O problema é que choveu há muito tempo e agora estamos tendo problemas também com o abastecimento urbano. Antes era somente o rural”, explicou.

A água de superfície não é suficiente e nem tem qualidade para abastecer os carros-pipas. A água dos poços também não é de boa qualidade, porque é salinizida ou tem cheiro forte. “O consumo fica inviável. Mas estamos buscando resolver com água dos poços”, acrescentou o secretário. “Equipes da Defesa Civil e da APPM (Associação Piauiense de Municípios) estão fazendo levantamento da situação da seca para estudarmos as providências viáveis como a possibilidade de adiantar as obras e ampliar ações emergenciais de socorrer as famílias”, finalizou Hélio Isaias.

Cisternas são abandonadas e famílias têm que comprar água

A construção das cisternas faz parte do programa Água para Todos. Ao todo, os agricultores do Piauí deveriam receber mais de 10,3 mil unidades, para a convivência com a seca. Muitas famílias sofrem com a falta de água, enquanto várias cisternas do Governo Federal permanecem jogadas em localidades, sem a instalação devida. São dezenas de cisternas plásticas que estão abandonadas há vários meses.

Secretário Hélio Isaías, da Defesa Civil: efeitos da seca atinge agora até a zona urbana das cidades do semiárido)

Secretário Hélio Isaías, da Defesa Civil: efeitos da seca atinge agora até a zona urbana das cidades do semiárido)

Por conta disso, as famílias estão comprando uma pipa de água por preços que variam entre R$ 80,00 e R$ 100,00 nas regiões de Patos, Paulistana e Acauã do Piauí, no sudeste piauiense. A água normalmente é armazenada em cisternas feitas pela Cáritas, em concreto, porque as do Governo Federal, de plástico, não foram instaladas. As cisternas do Governo Federal foram encaminhadas para a zona rural de vários municípios pelo Ministério da Integração Nacional.

Esses equipamentos não foram instalados, não estão funcionando e estão como se abandonados, sendo que alguns já foram danificados. O Piauí atravessa o quinto ano seguido de estiagem, e mesmo com o Exercito distribuindo água nos carros-pipas, em vários dos municípios as famílias têm que comprar a água dos carros-pipas.

Fonte: Diário do Povo

Via: 24hpiaui


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