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Acusado é liberado após alvejar ex-mulher com quatro tiros e deixá-la paralítica

Edição e postagem: Denison Duarte, em 25-02-2015 09:17 | Última modificação: 25-02-2015 09:17
Hospital de Olhos

ACUSADO LIBERADO – Tiara Pereira que foi alvejada com quatro tiros na última sexta-feira, 20, pelo ex-marido, passou por cirurgia, mas perdeu os movimentos do braços e das pernas.Uma das balas atingiu o pescoço da vítima.

O crime aconteceu na rua Bosco, Vila Bandeirantes I, zona Leste de Teresina. A mãe da jovem, Maria do Céu Pereira, contou a reportagem que lutou contra o ex-genro, José Laerte Carvalho Alves, para salvar a vida da filha. “Agarrei ele e ele jogou os pés no portão. Meu filho de 7 anos ficou agarrando o braço dele”, relatou. Maria vendia espetinhos na porta da casa de Tiara quando o ex-genro apareceu armado.

Segundo testemunhas, enquanto Laerte forçava o portão, Tiara correu para os fundos da casa e pulou o muro. Ela tentou buscar abrigo na casa vizinha, mas a grade estava fechada. No desespero, Tiara pegou a rua lateral, mas foi alcançada 30 metros a frente e tomou quatro tiros.

“Quando eu ouvi os tiros, eu voltei. Ela caiu e quando ele não tinha mais balas, ele olhou para ela e foi embora. Havia um outro homem esperando por ele mais a frente”, explicou uma vizinha.

Os tiros atingiram uma perna, um dos braços e o pescoço da jovem, que após a cirurgia, permanece internada na UTI do Hospital de Urgência de Teresina HUT. Ela está consciente, mas ficará com sequela. Atualmente, ela só movimenta do pescoço para cima. “Vou cuidar da minha filha como cuidava quando ela era pequena”, lamenta a mãe.

Tiara é empregada doméstica e foi casada com Laerte por 5 anos. O casal tem uma filha de 3 anos e está há 2 meses separado. Segundo Maria do Céu, o ex-genro tinha muito ciúmes e este teria sido o motivo do crime. “Ele avisou que iria matar ela”, lembra.

Laerte é operador de caixa e se apresentou nessa segunda-feira, 23, na Delegacia da Mulher Sudeste. Ele permaneceu calado durante o depoimento, mas entregou a arma do crime e foi liberado. “Estamos diligenciando. Vamos trazer familiares e testemunhas do fato”, acrescentou a delegada Anamelka Kadena.

via: Cidade Verde

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