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Pepê Gonçalves é ouro no slalom extremo em Copa do Mundo de canoagem

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O canoísta Pedro Gonçalves, o Pepê, conquistou neste domingo (20) a medalha de ouro do slalom extremo na etapa de Markkleeberg (Alemanha) da Copa do Mundo de Canoagem Slalom. A prova, considerada a mais radical da modalidade, onde dois a quatro atletas largam de uma rampa suspensa, não faz parte do programa da Olimpíada de Tóquio (Japão), mas está confirmada nos Jogos de Paris (França), em 2024.

A princípio, Pepê não competiria nas finais do slalom extremo, poupando-se para Tóquio, onde disputará o caiaque individual (K1), mas o bom desempenho no classificatório de sábado (19) o fez mudar de ideia. O paulista de 28 anos deixou para trás o tcheco Vit Prindis e o alemão Stefan Hengts, campeão mundial da prova, que completaram o pódio em Markkleeberg.

“É a primeira prova que faço do slalom extremo desde que ela entrou no programa olímpico e pude debutar com ouro. O ciclo de Tóquio está no final, vamos buscar a medalha no K1, mas estamos começando o de Paris como número um do ranking mundial, bicampeão da Copa do Mundo. É muito orgulho representar o Brasil e colocar essa medalha no peito”, disse Pepê, em depoimento à Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

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No sábado, o brasileiro parou nas semifinais do K1, enquanto Ana Sátlia se classificou à final e terminou em nono lugar. Neste domingo, Ana competiu nas semifinais da canoa individual (C1), mas terminou o classificatório na 17ª posição – somente as dez primeiras avançaram. Também no C1, Omira Estácia ficou em 25º.

Pepê e Ana (que competirá no K1 e no C1 em Tóquio) retornam ao Brasil nesta semana para um período de descanso antes do embarque para a Olimpíada.

Edição: Marcio Parente

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Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

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Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

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Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

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A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

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