AMARANTE

ESPORTES

Palmeiras avança e confirma Choque-Rei nas quartas da Libertadores

Publicado em

ESPORTES


Pela quarta vez na história, a Libertadores terá um Choque-Rei válido por uma fase eliminatória. Após a classificação do São Paulo às quartas de final, obtida na última terça-feira (21), nesta quarta-feira (22) foi a vez de o Palmeiras se garantir entre os oito melhores da edição 2021 da competição sul-americana. A vaga alviverde foi assegurada com outra vitória por 1 a 0 sobre a Universidad Católica (Chile), agora no Allianz Parque. Há uma semana, o triunfo pelo mesmo placar foi no estádio San Carlos de Apoquindo, na capital chilena Santiago.

A vantagem nos duelos pela Libertadores é do Tricolor, que eliminou o Verdão nas três vezes em que os rivais duelaram no mata-mata (sempre pelas oitavas de final). Em 1994, após um empate sem gols no Pacaembu, o São Paulo ganhou em casa por 2 a 1 e se classificou. Em 2005, o clube do Morumbi ganhou os dois jogos (1 a 0 fora e 2 a 0 como anfitrião). No ano seguinte, os times ficaram no 1 a 1 no Palestra Itália e os são-paulinos levaram a melhor na partida de volta, triunfo por 2 a 1.

Leia Também:  Fifa testará substituição por concussão durante o Mundial de Clubes

Será o segundo confronto decisivo entre eles em 2021. O primeiro foi a decisão do Campeonato Paulista, conquistado pelo São Paulo, que triunfou no Morumbi por 2 a 0, após um 0 a 0 no Allianz.

O momento entre eles, porém, é bem favorável ao Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro e que atingiu a oitava vitória seguida na temporada (a melhor marca sob comando de Abel Ferreira). O Tricolor, apesar de bater o Racing (Argentina) por 3 a 1, fora de casa, vive uma fase irregular, tendo ficado nove jogos sem ganhar no Brasileirão, onde é o 16º colocado, uma posição à frente da zona de rebaixamento.

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) prevê que os jogos pelas quartas de final ocorram nas semanas de 11 e 18 de agosto. As datas e horários, porém, ainda serão anunciados. O Palmeiras, por ter a melhor campanha, será o mandante da segunda partida. O duelo de ida será no Morumbi.

Leia Também:  Datena comandará programa esportivo na Band durante a Copa do Mundo

Diante da Católica, o Verdão se impôs sem dificuldades e só não construiu um placar mais elástico porque o goleiro Sebastián Pérez e o travessão, em duas tentativas do atacante Deyverson, aos 16 e aos 19 minutos da etapa inicial (esta última com participação do arqueiro), não deixaram. A insistência alviverde foi recompensada aos 35. O meia Raphael Veiga acertou a trave após cruzamento do atacante Wesley, mas o lateral Marcos Rocha, no rebote, colocou os anfitriões na frente.

O ritmo da partida caiu no segundo tempo, mas sem que o protagonismo ofensivo deixasse de ser do Palmeiras. Por três ocasiões, em chutes do lateral Renan e do meia Zé Rafael (que tentou duas vezes), Pérez evitou que o placar se dilatasse. A Católica, acuada, pouco fez para buscar o empate.

Antes de se preocupar com a sequência da Libertadores, o Palmeiras volta a se concentrar no Brasileiro. Neste sábado (24), às 19h (horário de Brasília), o Verdão recebe o Fluminense, em São Paulo, pela 13ª rodada do torneio.

Edição: Fábio Lisboa

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

Bolsa Atleta contempla 80% da delegação brasileira em Tóquio

Publicados

em


Nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que começaram na última sexta-feira (23), 242 competidores brasileiros são bolsistas integrantes do programa Bolsa Atleta. Eles representam 80% dos 302 atletas que compõem a delegação do Brasil nos Jogos. 

Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa. Seis praticam tênis de mesa; oito, vôlei de praia; quatro, saltos ornamentais; cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); sete, ginástica artística; e três, taekwondo. Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

Aos 45 anos, Jaqueline Mourão é a representante nacional no ciclismo mountain bike e está em sua sétima edição de Jogos Olímpicos, somando sua participação em edições de verão e de inverno. Mourão também é uma das atletas que recebem Bolsa Atleta há mais tempo no país. O benefício tem sido fundamental para sua dedicação esportiva. “É a base que a gente tem, a segurança que eu tenho pra poder continuar me dedicando ao meu esporte. Sem esse incentivo, eu não teria conseguido minhas sete participações olímpicas”, afirma.   

Leia Também:  Internacional vira líder do Gaúcho com vitória sobre Novo Hamburgo

Medalhista de prata nas Olimpíadas do Rio, em 2016, Felipe Wu é atleta do tiro esportivo, especializado em pistola de ar de 10 metros. É o único competidor brasileiro na modalidade a disputar em Tóquio. Contemplado com a Bolsa Atleta, ele elogia a flexibilidade do programa. “Com relação ao programa Bolsa Atleta, a grande importância e a vantagem dele, digamos assim, é que é um valor que chega diretamente ao atleta, diferente de outros programas, que a gente tem menos flexibilidade de usar”, afirma. 

Entenda

A solicitação para o Bolsa Atleta é feita de forma online, pelo site. Selecionados, os atletas assinam um termo de adesão e são contemplados com 12 parcelas de benefícios, depositados em conta específica da Caixa. Os valores são definidos de acordo com as seguintes categorias: atleta de base (R$ 370), estudantil (R$ 370), nacional (R$ 925), internacional (R$ 1.850), olímpico/paralímpico (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil).

Os depósitos são feitos sem intermediários e a principal prestação de contas do atleta ao governo e à sociedade “é a obtenção de resultados expressivos nas disputas”, de acordo com o Ministério da Cidadania. Este ano, o programa contemplou 7.197 atletas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

Leia Também:  Conselho de Tóquio 2020 debate vacinas, mas não novo adiamento

A ciclista Jaqueline Mourão, que passa boa parte do seu tempo no Canadá se preparando para as competições de inverno, diz que o programa brasileiro é um estímulo que outros países não oferecem. “Eu passo bastante tempo no Canadá. Eu vejo a situação dos atletas lá também. E é muito legal ver um programa do governo dando essa segurança que muitos atletas de outros países não têm”. 

Edição: Paula Laboissière

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

PIAUÍ

POLÍCIA

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA