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Oleg Ostapenko, treinador de ginástica artística, morre na Ucrânia

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O treinador ucraniano Oleg Ostapenko morreu na manhã deste sábado (3). Um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da ginástica artística no Brasil, Oleg tinha 76 anos e estava internado na Ucrânia com problemas renais e pulmonares. O treinador também tinha um inchaço no cérebro.

Oleg Ostapenko teve duas passagens pela Ginástica Brasileira. A primeira se iniciou em 2001. O treinador chegou com um currículo impressionante. Havia trabalhado com Tatyana Lyssenko, que conquistou dois ouros olímpicos em Barcelona-92, Taiana Gutsu, dois ouros na mesma edição dos Jogos, e Lilian Podkopayeva, dois ouros e uma prata em Atlanta-96. Ele foi contratado para trabalhar a seleção nacional ao lado da esposa, Nadija, que era professora de balé e se incumbia das coreografias, e da treinadora Iryna Ilyashenko.

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O ouro de Daiane dos Santos no Mundial de Anaheim, em 2003, e o bronze de Jade Barbosa no Mundial de Stuttgart, em 2007, no individual geral, além de diversas outras conquistas dessas duas ginastas e de Laís Souza em etapas da Copa do Mundo surgiram através do trabalho do ucraniano.

Na página pessoal no instagram, a ex-ginasta Daiane dos Santos lamentou a morte do treinador. “Hoje o dia começou triste, com uma grande dor no coração, nunca é fácil perder alguém que amamos, Oleg você foi mais que um treinador, um segundo pai, um amigo leal, conselheiro para uma vida inteira. Em meu coração um mix de sentimentos, tristeza, saudade. Felicidade em ter aprendido com a sua sabedoria, gratidão a Deus, por termos unidos os nossos caminhos”, disse a ex-atleta.

Depois da Olimpíada de Pequim, Oleg e Nadija deixaram o Brasil para trabalharem na Rússia. Em 2011, o renomado treinador voltou, para trabalhar em Curitiba, no CEGIN (Centro de Excelência de Ginástica). Lá, comandou treinos de Lorrane Oliveira, Daniele Hypolito e Lorena Rocha, entre outras. Esse período chegou ao final em novembro de 2015.

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“É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte de Oleg, que acrescentou tanto à Ginástica Brasileira, com seus conhecimentos e enorme carga de trabalho. Devemos parte de uma longa lista de conquistas a esse treinador, cuja influência se faz sentir até hoje no nosso esporte”, diz Luciene Resende, presidente da CBG, à assessoria da Confederação.

Edição: Gustavo Faria

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Australianas têm “muita motivação” para enfrentar Brasil, diz técnico

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A seleção feminina de futebol da Austrália estará motivada para jogar em casa pela primeira vez em mais de 18 meses quando iniciar a série de duas partidas contra as campeãs sul-americanas do Brasil, disse o técnico Tony Gustavsson.

As Matildas, que ocupam o 11º lugar do ranking mundial, recebem o Brasil, que ocupa a sétima colocação, no sábado e na próxima terça-feira no Estádio Western Sydney, voltando a atuar na terra natal pela primeira vez depois de sua vitória sobre o Vietnã na eliminatória olímpica de março de 2020.

Até 22.500 espectadores poderão assistir os jogos, já que o governo de Nova Gales do Sul permitiu uma capacidade de 75% graças às novas regras da covid-19.

“Sinto que há toneladas de motivação para disputar este jogo, assim como os torcedores nas arquibancadas”, disse Gustavsson aos repórteres nesta sexta-feira (22) “Espero que isto não seja interpretado como um desrespeito meu pelas outras coisas importantes de que se fala no momento, todos os acontecimentos no futebol feminino”, disse ele, referindo-se às alegações de abuso feitas pela ex-atacante australiana Lisa De Vanna. “Mas há muitas coisas para se empolgar aqui. A primeira vez na terra natal em 600 dias, jogar contra o Brasil, temos Alanna Kennedy, que é local, em sua 100ª convocação.”

Gustavsson pediu às jogadoras que recebam bem a pressão enquanto se preparam para a Copa do Mundo de 2023, que a Austrália sediará em conjunto com a vizinha Nova Zelândia.

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