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Número de cervejarias registradas no pais aumentou 14,4% em 2020

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O número de cervejarias está aumentando no Brasil. De acordo com o Anuário da Cerveja 2020 divulgado hoje (30) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), existem 1.383 cervejarias registradas no Brasil. O número é 14,4% maior do que o registrado no ano anterior.

Segundo o levantamento, só no ano passado foram registradas 204 novas cervejarias no país, enquanto 30 foram canceladas – o que dá um saldo positivo de 174 novas cervejarias no ano. Além disso, pela primeira vez todos as unidades federativas possuem, em seu território, pelo menos uma cervejaria, após ser aberta a primeira fábrica desse tipo de produto no Acre.

As regiões Sul e Sudeste continuam sendo as que concentram o maior número de cervejarias, com 85,6% do total de empreendimentos desse tipo registrados no Ministério da Agricultura.

O Anuário da Cerveja 2020 aponta que o Piauí foi o estado que obteve maior crescimento de cervejarias (200%), seguido da Paraíba, que apresentou uma alta de 60%. No caso dos municípios, o maior crescimento foi o registrado em Ribeirão Preto (aumento de 50%) e São Paulo (44%).

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O número de municípios com cervejarias aumentou em 5%, chegando a 609 em 2020, informa o anuário que apresenta, também, um levantamento que calcula a densidade por habitantes.

“Nesse quesito, o estado de Santa Catarina aparece em primeiro lugar, com 41.443 habitantes por cervejaria registrada. Em nível municipal, nove dos 10 municípios com maior densidade por habitante estão no Rio Grande do Sul, com destaque para Santo Antônio do Palma (RS), com 1.062 habitantes por cervejaria registrada no Mapa”, informou, em nota, o ministério.

A ampliação do número de pequenos municípios que possuem empresas ou locais onde vendem cervejas é explicada pelo atendimento a demandas locais e pela ocupação já saturada de espaços nos grandes centros urbanos. “Por isso, os novos estabelecimentos passam a se instalar em cidades menores, em regiões menos atendidas”, explica o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa, Carlos Vitor Müller.

O Mapa concedeu 8.459 novos registros de produtos para cerveja em 2020. O número, no entanto, representa uma queda de 15% na comparação com 2019. Segundo a pasta, é a primeira vez que isso ocorre.

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“Sabemos que muitos desses lançamentos de novos produtos foram impactados pela pandemia, pelas restrições de consumo e restrições econômicas de forma geral. Com um menor número de lançamentos, se faz um menor número de registros de produtos também”, justifica Müller.

Só em São Paulo, foram registrados 2.347 novos produtos voltados à cerveja em 2020. Em Santa Catarina foram 1.413 e em Minas Gerais, 1.233 produtos foram registrados.

O registro dos estabelecimentos é feito pelo Mapa que autoriza o funcionamento de cervejarias. Essa autorização considera elementos como capacidade técnica e condições higiênico sanitárias do empreendimento.

“A solicitação de registro de estabelecimento deve ser feita pela internet por meio do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários, e toda a gestão da relação da cervejaria com o Mapa é realizada exclusivamente neste sistema”, informa a pasta.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Geral

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Personalidades participam da série Depoimentos Cariocas

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O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro deu início hoje (18) à série Depoimentos Cariocas. Mensalmente, uma entrevista com uma figura importante do jornalismo, urbanismo, cinema, da cultura, educação, música ou literatura será publicada na página do órgão no YouTube.

De acordo com a presidente do Arquivo Geral da Cidade, Rosa Maria Araujo, a série quer destacar pessoas notáveis que moram no Rio e que produziram conteúdo sobre a cidade – sem necessariamente terem nascido na capital fluminense. “Escreveram livros, peças de teatro, músicas, filmes sobre a cidade.”

No programa de estreia, a série traz o depoimento do jornalista, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Zuenir Ventura.

“Ele completa 90 anos de uma forma muito ativa, com compromisso político, com uma visão do Brasil, com engajamento sobre todas as questões contemporâneas do mundo, como meio ambiente, Amazônia, denunciando o que está de ruim no Brasil e pregando a união das correntes progressistas no país”, afirmou Rosa Maria.

Zuenir Ventura fará 90 anos no próximo dia 1º de junho e, segundo Rosa Maria, era desejo do prefeito Eduardo Paes homenageá-lo.

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O jornalista tem livros que a presidente do Arquivo Geral qualificou como “memoráveis”. Ela citou como exemplo Cidade Partida, obra na qual ele mostra como o Rio glamouroso abriga também uma cidade de desvalidos; e 1968, o Ano Que Não Terminou, em que conta o período da ditadura militar, no qual foi preso.

Seu livro Minhas histórias dos outros, publicado em 2005 e agora relançado em uma versão revisada e ampliada, serviu de guia para participação do jornalista na série Depoimentos Cariocas. O depoimento foi dado ao coordenador de promoção cultural do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Malta.

Zuenir Ventura nasceu em Além Paraíba (MG) e foi criado entre Ponte Nova (MG) e Nova Friburgo (RJ), tornando-se um dos grandes especialistas na história do Rio de Janeiro, onde reside. De família pobre, Ventura conta que ajudava o pai, pintor de paredes, quando chegou na capital fluminense.

Já universitário, ele foi trabalhar no arquivo de um jornal, para fazer recortes de matérias. Em 1960, quando um desastre de automóvel matou o escritor francês existencialista Albert Camus, Prêmio Nobel de Literatura em 1957, o chefe da redação precisou de alguém que conhecesse a história e a literatura de Camus para fazer o obituário. A tarefa acabou sendo dada a Ventura que tinha Camus como seu autor preferido. Depois desse episódio, Zuenir Ventura acabou contratado para trabalhar no jornal como repórter.

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Outros depoimentos

Para este ano, o projeto exibirá depoimentos de oito personalidades, gravados em vídeo e a distância. A partir de 2022, a expectativa é que as entrevistas possam ser feitas ao vivo, no auditório do Arquivo Geral, e transmitidas mensalmente, totalizando12 depoimentos.

Para as próximas edições do Depoimentos Cariocas já estão confirmadas as participações do antropólogo Roberto DaMatta, 84 anos, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio); da professora Terezinha Saraiva, 95 anos; do jornalista e escritor Ruy Castro; do sambista Nei Lopes, 79 anos; do jornalista, pesquisador e crítico musical João Máximo, 85 anos.

Entre as entrevistas que Rosa Maria pretende conseguir, ainda este ano, está a da atriz Fernanda Montenegro, 91 anos.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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