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16 de outubro de 2018

Bolsonaro critica PF sobre investigação: ‘não quero que inventem um culpado’


Hospital de Olhos

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro recebeu nesta segunda-feira (24) o jornalista Augusto Nunes da rádio Jovem Pan no hospital Albert Einstein para a sua primeira entrevista após o atentado na tarde do dia 6 de setembro, quinta-feira, que lhe deixou afastado dos trabalhos de campanha eleitoral.

Na entrevista, ele acredita que o atentado que sofreu foi “algo planejado”. “Eu entendo que foi algo planejado, foi um atentado político. Aconteceram vários milagres. O cara foi para matar. Ele sabia o que estava fazendo”, disse o presidenciável, que recebeu 35 pontos no procedimento cirúrgico.

Eu pensei na minha família e na minha filha de 7 anos, que me inspira na política. Eu sempre dizia que poderia correr esse risco, pois essa possibilidade iria aumentar depois que minha popularidade fosse crescendo”, afirmou.

Questionado sobre as investigações, Jair Bolsonaro disse que o depoimento do delegado da Polícia Federal (PF) é de quem quer abafar o caso. Ele fez duras críticas à PF. “Ouvi dizer, não tenho certeza, que a Polícia Civil está mais avançada que a PF. O depoimento que ouvi do delegado que está conduzindo o caso, realmente é depoimento para abafar o caso. O que ouvi ele falando dá pra entender que age em parte como uma defesa do criminoso, o que não pode acontecer. Não quero que inventem um culpado. Dá para apurar o caso.”

O presidenciável criticou também parte da imprensa. Segundo ele, sendo eleito, o sistema será quebrado, não na ignorância, mas na lei. “Parte da imprensa tenta acalmar o negócio (o atentado). Nós, chegando no poder, vamos quebrar o sistema. Não será na ignorância, será na lei. Vamos também acabar com a progressão de pena. Eu digo nas minhas máximas que prefiro uma cadeia cheia de vagabundos do que um cemitério cheio de inocentes.”

Ele disse ainda que não representa um risco à democracia, mas aos esquemas e aos que vivem pendurados em estatais do governo. “Esses caras que dizem que eu sou um risco à democracia, mas eu sou um risco aos esquemas deles, aos que vivem pendurados nas estatais do governo. Nós vamos priorizar um estudo muito apurado para não fazer injustiça com ninguém. As estatais que estão ociosas serão privatizadas. As que são estratégicas estão fora de cogitação, a exemplo do Banco do Brasil e Caixa Econômica”, completou.

Como parte das ações de segurança que pretende executar no Brasil, Bolsonaro citou a “Lei dos Três Crimes”: “Eu tenho em Brasília um projeto intitulado ‘Lei dos três crimes’: se o elemento comete três crimes, a pena dele começa com 10 anos sem progressão. Eu copiei esse projeto de outros países. Não tem cabimento, um elemento às vezes comete um crime bárbaro, e, ao olhar a ficha criminal dele, tem 50 passagens pela polícia. O cara cometeu três crimes, tem que ter dez anos sem progressão de pena! O ser humano só respeita o que ele teme. Se ele comete um crime e a punição é quase inexistente, isso representa um estímulo para ele cometer de novo.”

O candidato encerrou a entrevista fazendo os agradecimentos. “Quero agradecer à população pela simpatia e pelas orações, vocês foram excepcionais! Vamos juntos mudar o rumo do Brasil! Analisem, não se abstenham, não se omitam. A chance é essa! Estamos exatamente no mesmo barco. Acredito em Deus, em você, no ser humano brasileiro e que juntos, unidos, sem divisão de classes, vamos desburocratizar o Brasil.”

VEJA A ENTREVISTA:

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