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Homem se passa pela filha no WhatsApp e ajuda a prender pedófilo no Piauí

Um homem de 32 anos foi preso em Pedro II após a polícia descobrir que ele enviava conteúdo pornográfico para uma criança pelo WhatsApp.

A prisão aconteceu na tarde dessa segunda-feira (20) quando o suspeito foi denunciado pelo pai da vítima.

O delegado Ademar Canabrava – do 12º Distrito Policial, disse ao portal O Dia que a criança- uma menina de 7 anos, havia dito ao pai que uma pessoa estranha estava falando com ela pelo WhatsApp, o que levou o pai a procurar a polícia.

Ele teria ido à delegacia levando o celular da criança, e logo registrou uma queixa por aliciamento de menores. Orientado pelo delegado, ele se passou pela filha para conseguir mais informações sobre o suspeito.

O delegado informou que durante a conversa, o suspeito enviou fotos e vídeos despido e também conteúdo pornográfico.

“O pai chegou aqui por volta de 11h30 e ficamos até meio-dia falando com ele, assim conseguimos localizar ele pela operadora, que nos deu telefone e endereço. Quando chegamos em Pedro II, que é onde ele mora, ele continuava mandando fotos e vídeos. Esse monstro chegou a dizer ‘vou te pegar no colégio, faço bem devagarinho, tu não vai nem sentir’ para uma criança de sete anos. É triste uma pessoa de 33 anos usar uma criança de sete anos para fazer o que ele estava fazendo “, afirma o delegado.

Outras crianças, segundo o delegado, foram contactadas pelo suspeito via WhatsApp. Não há ainda informações sobre como ele conseguia os contatos das crianças.

“Nós temos dois celulares dele apreendidos e vimos várias conversas dele com outras crianças, não são com pessoas adultas. Conversando com os policiais, quando estava vindo de Pedro II, ele chegou a relatar que a um tempo atrás ele estuprou uma criança de nove anos e que a mãe levou a criança para São Paulo”, diz.

O delegado Canabrava alerta que os pais permaneçam atentos às pessoas com quem seus filhos conversam pelo celular.

De acordo com o delegado de defesa, Aarão Araújo, o seu cliente é portador de transtornos mentais. “Vamos comprovar que ele não tinha consciência do que estava fazendo. Na audiência de custódia vamos questionar a questão do flagrante e ver se ele consegue responder o processo em liberdade. Temos a perícia médica, temos as receitas, ele toma remédio controlado para amenizar os transtornos que ele possui”, defende.

Segundo o advogado, o suspeito recebe um benefício do Estado por possuir transtornos mentais e o celular que usava para aliciar as crianças foi um presente da mãe. No entanto, o advogado não soube informar como o suspeito tinha acesso ao contato das vítimas.

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