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Esposa do piauiense teria sido obrigada a dirigir carro com corpos da família no bagageiro

A empresária Flaviana Gonçalves – de 40 anos, que é esposa do piauiense Romoyuki Gonçalves – de 43 anos, foi obrigada a dirigir o veículo da família com os corpos do marido e do filho Juan Gonçalves – de 15 anos no porta-malas, é o que aponta a hipótese que resultou da investigação.

Os três, incluindo a empresária Flaviana, foram encontrados carbonizados nessa terça-feira (28) em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista.

O porteiro do condomínio, em Santo André – onde moravam as vítimas, viu quando o carro saiu sendo conduzido pela empresária Flaviana, por volta de 1h15 de terça-feira. Uma hora depois, o carro foi encontrado pegando fogo com os corpos no bagageiro.

A filha do casal, Ana Flávia Menezes Gonçalves – de 24 anos, e a namorada Carina Ramos – de 26 anos, foram presas nessa quarta-feira apontadas como suspeitas pela morte da família. A participação de outras pessoas está sendo investigada pela polícia.

O comerciante piauiense, Romoyuki Gonçalves, e o filho Juan foram mortos em casa e colocados sem vida no carro, que foi dirigido pela empresária, que também foi encontrada morta no porta-malas do veículo encontrado em chamas.

Um laudo aponta que a morte dos três se deu por traumatismo cranioencefálico. Os corpos somente foram identificados por meio das arcadas dentárias.

De acordo com o porteiro, o carro de Ana Flávia, um Palio, teria passado pela portaria pouco antes do Jeep da família. A suspeita, segundo as câmeras do condomínio, teria entrado e saído três vezes na noite de segunda-feira: a primeira às 18h16 e a última às 22h12.

Um homem foi visto do lado de fora do condomínio, pouco antes da última saída dos carros de Flaviana e Ana Flávia. A polícia invetiga a participação dele no assassinato.

De acordo com a polícia, o pai e o filho foram mortos quando se preparavam para o jantar. Ele, segundo o delegado Paul Henry Bozon, teria chegado em casa às 19h56.

Ainda segundo a polícia, depois de matar o pai e o irmão, Ana Flávia, teria rendido a mãe quando ela chegou em casa, sendo obrigada a dirigir o carro com os corpos no bagageiro. A polícia não sabe ainda precisar se a empresária já sabia das mortes, ou se soube apenas no local onde o carro foi encontrado.

A calça de Ana Flávia foi lavada, mas ainda foram encontradas marcas de sangue. “Esse crime foi feito com extrema crueldade e foi premeditado”, diz Bozon. Ainda não se sabe o que motivou a ação.

As duas suspeitas do crime afirmaram em depoimento que os assassinatos foram cometidos por um agiota, a quem a família devia R$ 200 mil. Ela teria confirmado também que na noite que antecedeu ao crime, houve uma discussão entre elas e a família.

A polícia pediu a quebra do sigilo telefônico das suspeitas. O advogado delas, Lucas Domingos, diz que elas negam o crime e que espera ter acesso aos inquéritos para se pronunciar sobre o caso. A contratação dele foi feita por uma amiga das duas.

Ana Flávia e Carina Ramos

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