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17 de agosto de 2018

População reage: prefeitura de União planeja fechar 36 escolas da cidade


Hospital de Olhos

ESCOLAS DE UNIÃO – Com a alegação de que em várias escolas públicas municipais estudam poucos alunos e que, com isso, há excesso de gastos, a prefeitura de União vai fechar 36 escolas. Com as crianças morando longe dos colégios para onde serão transferidas, os pais se preocupam com o transporte.

As mudanças se baseiam nas que foram feitas em Teresina. O prefeito justifica que a medida vai melhorar o ensino e evitar o desperdício do dinheiro público. “Nós temos que saber usar o dinheiro público. União tem 80 escolas. Não há como manter todas funcionando quando sabemos que há escolas com 10, 20 ou 30 alunos. Há também a parte pedagógica: hoje nós temos professores que ensinam 1º, 2º, 3º, 4º e 5º anos juntos, em uma só sala. Nós pedimos a assessores que fizessem um estudo, pois o nosso Ideb foi baixo. Nesse estudo, nós encontramos alunos com 9 anos que não são alfabetizados. Eu perguntei a alguns se eles sabiam ler e as mães disseram que eles não conhecem nem o alfabeto”, disse o prefeito.

A medida não foi aprovada pelos professores, que alegam que o sistema operacional gerou atraso no pagamento dos salários. “Os servidores que recebem seus salários até o dia 30, até hoje estão sem o pagamento. Eles alegam problemas de sistema. Temos também as férias de magistério referentes aos 30 dias de janeiro que também não foram pagas. No processo de nucleação, nós não sabemos como vai ficar o quadro, quanto à organização de pessoal”, disse a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Lucélia Saraiva.

O prefeito assegurou que o problema de sistema é do conhecimento dos professores. “Eu não tenho nada contra os professores. Esse é um problema gerado pela mudança de sistema, e eles sabem disso, e sabem também que eles foram pagos em dia todos os meses do ano. Essa mudança de sistema está acontecendo em vários municípios, a exemplo de Piracuruca. Esse atraso nunca houve! Parte dos funcionários já foi paga.”

Além dos atrasos nos salários e férias, os professores têm outro problema: ninguém sabe para onde será remanejado.

As mães, moradoras do bairro Angelim – em União, reprovam a medida do gestor. “Vai ficar muito ruim porque os colégios são muito longe, e para irmos deixar os meninos é difícil”, disse a mãe, Carla Patrícia Silva. O medo dela é que o filho fique sem estudar.

“No dia que não tem carro, nós temos que vir deixar e voltar para buscar os alunos. No dia que não tiver carro (após a nucleação) vai ficar muito mais difícil”, considerou a mãe, Eliane Machado Santos.

A sensação é de medo para muitos pais do município, pois 36 escolas de União serão desativadas. “Na primeira semana de aula, os pais vão acompanhar o transporte escolar dos filhos até o local da aula. Nós estamos fazendo tudo isso com responsabilidade, com estudos e com pessoas capacitadas para que a gente possa dar um estudo de qualidade”, encerrou o prefeito.

O fechamento de escolas de União encontra preocupa também os professores

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