Em audiência promovida pelo MPPI, empresa proprietária do complexo Meduna compromete-se a manter estrutura e características arquitetônicas do imóvel

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A 24ª Promotoria de Justiça de Teresina, especializada na defesa do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural, promoveu hoje (05) uma audiência virtual para apuração de denúncia sobre a possível demolição do complexo Meduna, que inclui a capela e a estrutura do antigo hospital psiquiátrico, fundado em 1954.

A reunião foi coordenada pela promotora de Justiça Gianny Vieira de Carvalho. Participaram representantes da empresa Sá Cavalcante, que detém a propriedade do imóvel; da Secretaria Municipal de Economia Solidária (SEMEST); do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Piauí (CAU/PI); da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN); da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT); e do Conselho Municipal de Política Cultural de Teresina (CMPC), dentre outras organizações.

Durante a audiência, os representantes da empresa proprietária declararam que não existe a intenção de demolir o complexo, e que não será realizada qualquer alteração arquitetônica no imóvel. Afirmaram também que pretendem celebrar parcerias com o Poder Público, para revitalização do local.

A promotora de Justiça Gianny Carvalho informou que o Ministério Público seguirá acompanhando a questão, com o objetivo de assegurar a preservação do complexo Meduna em sua totalidade e em definitivo. Na última terça-feira, a 24ª Promotoria de Justiça expediu recomendação à Prefeitura de Teresina e à empresa Sá Cavalcante, para que se abstivessem de autorizar e de executar a demolição, respectivamente. A proprietária também foi orientada a não realizar quaisquer alterações estruturais descaracterizadoras da edificação.

“O hospital, mesmo em estado precário de conservação, mantém sua arquitetura monumental, com traços dos estilos neoclássico e neocolonial, característicos das construções dos anos 1950. Além disso, o complexo possui inegável importância histórica, enquanto referência para a medicina psiquiátrica piauiense, à época. Consideramos legítima a preservação desse acervo arquitetônico-cultural para a cidade”, pontuou Gianny Carvalho.

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