Mulher é presa em São Luís do MA suspeita de injúria racial e homofobia

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Uma mulher, natural de Araguaína-TO, foi presa em São Luís do Maranhão pelos crimes de injúria racial e homofobia. K. F. L. – de 23 anos, segundo a vítima – o publicitário M. S. – de 37 anos, teria proferido palavras de ódio contra ele. A mulher presa em São Luís chegou na capital maranhense recentemente e estava atuando como garota de programa.

“Eu falei: ‘Meu anjo, o banheiro feminino fica do lado, não fica do lado esquerdo. Estou falando com você já faz um tempinho e você não está dando ouvidos’. Aí ela disse: ‘Você não percebeu que eu não quero falar com você? Que eu não fui com a sua cara? Seu preto. Seu macaco. Olha sua pele. Sua pele é feia, sua tatuagem é horrível. Seu cabelo é horrível, por que você pintou o cabelo desse jeito?”, disse Marcondes.

O caso foi denunciado na delegacia e a mulher foi levada pela Polícia Militar para prestar depoimento na região central de São Luís do Maranhão. ela negou todas as acusações do publicitário.

O delegado Daniel Brandão informou que seis testemunhas foram até a delegacia confirmar a versão da vítima. A suspeita foi presa e não teve direito a fiança, e ainda foi levada para a Penitenciária de Pedrinhas pelos crimes de injuria racial e até homofobia

“Nós colhemos os depoimentos e ficou evidenciado a prática do crime de injúria racial e de homofobia ou identidade de gênero. Houve um concurso formal de crimes. Nesse caso, a somatória das penas previstas em abstrato acabou que não foi possível que fosse concedida a fiança na esfera policial”, disse o delegado.

A vítima afirmou que nunca imaginou que isso pudesse um dia acontecer com com ele porque só tomou atitude de denunciar porque não quer que esse tipo de crime fique impune.

“A gente escutar, falar do racismo é comum. Agora você sofrer o racismo é pior ainda, sabe? No século que a gente vive hoje, sofrer racismo é surreal. Ainda mais no local onde eu estava, onde eu moro, onde eu resido. Eu achei inaceitável. Não vai passar impune isso, nem que eu passe dois, três dias correndo atrás dos meus direitos, mas não vai passar impune isso”, declarou o publicitário.

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A mulher presa em São Luís do Maranhão não teve direito a fiança.

Com infromações do Imirante

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