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20 de agosto de 2018

Em São Luís, operação prende sete pessoas envolvidas no ‘Golpe do WhatsApp’


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Em São Luís do Maranhão, uma operação policial prendeu sete pessoas envolvidas em golpes aplicados via WhatsApp. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil, Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e Polícia Federal.

Os golpes têm como alvo políticos do Maranhão, ministros de estados e outros.

Um dos presos, apontado como o responsável pelos golpes, foi identificado como Leonel Pires Júnior. Ele foi preso em um condomínio de luxo, no bairro Parque Shalom, na capital maranhense. Leonel Pires já era alvo de investigação da polícia por ser o membro principal do que era conhecido como ‘Golpe do WhatsApp’.

“O que motivou essa prisão foram as investigações do caso de um ministro de Estado e, também, o caso do golpe aplicado ao deputado estadual Adriano Sarney, onde Leonel faturou R$ 70 mil”, conta o delegado Odilardo Muniz, do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos, da Seic.

Além dele, outros seis envolvidos eram usados como laranjas nos golpes. Eles foram presos na manhã desta terça-feira.

De acordo com informações, o grupo fazia abertura de contas falsas, chegando a utilizar contas “emprestadas” pelos que eram apontados como laranjas. O objetivo era o recebimento de valores oriundos das fraudes aplicadas em razão do desvio dos terminais telefônicos onde os agentes se “apossavam” das contas de WhatsApp de autoridades políticas e públicas, se fazendo passar por estas pessoas solicitando transferências bancárias das pessoas constantes das suas listas de contato.

“O Leonel utilizou a sua empresa para conseguir chips e depois trocá-los, cancelando os verdadeiros. Dos 120 chips que ele tinha, 79 foram usados para golpes só na operadora Vivo”, revela o delegado da Seic.

A polícia afirma que, com os golpes, Leonel Pires comprava produtos por meio das contas que sofriam fraudes.

Ainda em 2016, segundo a polícia, Leonel tinha sido indiciado por prática semelhante do mesmo tipo de golpe. Na época, ele só não foi preso porque conseguiu fugir.

Logo depois do mandado de prisão desta terça-feira, ele foi encaminhado para a sede da Polícia Federal, no bairro Cohama, onde será interrogado pelo delegado Odilardo Muniz e pelo delegado da Polícia Federal, que é responsável pelo caso.

Os demais que também participaram dos golpes já foram ouvidos na sede da Seic, de onde serão encaminhados para o Sistema Penitenciário.

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