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20 de novembro de 2018

“Dr. Frankenstein” promete realizar o primeiro transplante de cabeça do mundo até 2017


Hospital de Olhos

Parece ficção científica, mas é a inovação que mudará os rumos da medicina moderna: o transplante de cabeça.

O italiano Sérgio Canavero, de 50, é o responsável pelo estudo e acredita que até 2017 os cientistas já serão capazes de realizar esse tipo de cirurgia em humanos.

A operação deve beneficiar pacientes que apresentam problemas graves no corpo, mas tem a mente sadia, como o físico Stephen Hawking.

Os doadores precisam ser vítimas de morte cerebral, mas que continuam com os órgãos funcionando normalmente.

Para diminuir os riscos de rejeição, paciente e doador devem ter peso e altura compatíveis. A diferença de idade não representaria um problema uma vez que, segundo Canavero, cérebros mais velhos ficariam rejuvenescidos em organismos mais novos.

O médico vai além: garante que poderia transplantar a cabeça de um homem para o corpo de uma mulher.

No centro cirúrgico, os médicos vão congelar a cabeça do paciente e o corpo do doador para que as células não morram durante a operação.

Serão feitos cortes estratégicos na cabeça de quem receberá o corpo sadio e os vasos sanguíneos serão religados com a ajuda de tubos.

Em seguida, os médicos realizam a parte mais complicada: ligar o sistema nervoso do doador ao do paciente. O Dr. Canavero pretende usar uma substância química que funcionará como uma espécie de cola. Ao final, a pele do pescoço é costurada.

A inovadora cirurgia é muito criticada pela sociedade médica, mas o Dr. Canavero busca apoio na história da ciência para defender sua criação.

Há 50 anos, por exemplo, era praticamente impossível imaginar o coração de uma pessoa batendo em outro corpo.

A recuperação do transplantado é delicada. Depois da cirurgia, o paciente precisaria permanecer em coma por duas semanas para que eletrodos conectados ao corpo produzam estímulo na coluna espinhal. As pequenas descargas elétricas ajudariam a criar conexões entre doador e transplantado.

A expectativa é que ao sair do coma o paciente consiga sentir o rosto e até falar, mas precisará de fisioterapia para voltar a andar.

O procedimento já foi testado em animais. Nos anos 50, um cientista trocou as cabeças de cachorros vivos, mas os animais morreram dias depois.

Em 1970, um médico americano testou o transplante em um macaco. Na época, os cientistas não conseguiram juntar as medulas do doador e do receptor.

Depois da cirurgia, o animal era incapaz de mexer o corpo e respirava com a ajuda de aparelhos. Ele morreu nove dias depois porque o corpo rejeitou a nova cabeça.

Ao todo, 150 cirurgiões participarão do primeiro transplante, que custará mais de R$ 40 milhões.

Fonte: R7

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