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18 de agosto de 2018

‘Responsáveis pela morte da vereadora serão encontrados e punidos’, diz Jungmann


Hospital de Olhos

MANIFESTAÇÕES – A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Gomes nessa quarta-feira (14) gerou manifestações com a participação de milhares de pessoas no Rio e em São Paulo. Em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) os integrantes do protesto pediam por Justiça.

O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que vai prestar toda a assistência necessária às investigações para apurar a morte da vereadora e do motorista Anderson Pedro Gomes. Segundo ele, os autores do “crime bárbaro” serão encontrados e punidos a qualquer custo.

Em conversa com a imprensa, o ministro,, disse que a investigação “vai ser uma ação de inteligência em conjunto com polícias Civil, Militar, Federal, inteligência das Forças Armadas e outros setores de Segurança.”

O carro de Mariele franco passou por nova perícia na manhã desta quinta-feira (15). Os investigadores usaram bastões coloridos para descobrir a trajetória das balas. Os peritos descobriram marcas de vários tiros na lataria, todos de balas calibre 9 mm. O que chama a atenção é que os vidros são bem escuros, mas todos os disparos foram exatamente direcionados ao lugar onde estava sentada a vereadora

Marielle participou ontem à noite de um encontro no Centro do Rio de Janeiro, chamado ‘Jovens negras movendo as estruturas’, evento que foi transmitido ao vivo pela vereadora nas redes sociais.

Depois do encontro, ela, a assessora de imprensa (que não teve o nome informado) e o motorista Anderson Gomes pegaram o carro e seguiram menos de três quilômetros até o bairro do Estácio, instante em que os bandidos surgiram de outro carro dispararam os tiros e fugiram. A vereadora que estava no banco de trás levou três tiros na cabeça, o motorista foi atingido por quatro disparos nas costas. A assessora ficou ferida com os estilhaços do carro.

Depois de medicada, ela prestou depoimento na Delegacia de Homicídios. A principal linha de investigação da polícia é de execução. Os colegas de partido da vereadora têm a mesma suspeita.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que conversou com o interventor federal no Estado do Rio, o general Braga Neto, e colocou a Polícia Federal à disposição das investigações. Em nota, o general Braga Neto falou que acompanha o caso em contato permanente com o secretário de Estado de Segurança.

“Um crime bárbaro contra alguém que tanto defendia os direitos humanos”, disse Raul Jungmann no início da noite desta quinta-feira (15).

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