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Chegada de deputados em hospital de campanha gera confusão em São Paulo: “totalmente vazio”, diz parlamentar

Cinco deputados do grupo Parlamentares em Defesa do Orçamento (PDO) entraram nessa quinta-feira no hospital de campanha do Anhembi, em São Paulo. O objetivo era fiscalizar a aplicação de recursos públicos gastos durante a pandemia de coronavírus.

Para entrar na instituição de Saúde, uma confusão se formou entre seguranças do hospital e os parlamentares, que tiveram que aguardar mais de uma hora após terem o acesso negado.

A prefeitura de São Paulo classificou a atitude como “desrespeitosa”. Segundo ela, “os parlamentares não comunicaram sua intenção de visitar o local com antecedência, gerando confusão com os seguranças”.

Estiveram no hospital os deputados estaduais Coronel Telhada (PP), Letícia Aguiar (PSL), Adriana Borgo (PROS), Marcio Nakashima (PDT) e Sargento Neri (Avante).

O deputado estadual Sargento Neri, integrante do PDO, confirmou que houve um problema no início. “Aqui, o deputado tem prerrogativa e entra em qualquer estabelecimento público para fiscalizar. Não adianta querer barrar porque nós vamos entrar.”

Após a fiscalização, ele alegou que não há necessidade de toda a estrutura encontrada para atendimento da quantidade de pessoas que estão sendo atendidas. “É lamentável o que está se fazendo com o dinheiro público!”, completou.

O deputado Márcio Nakashima disse que o cenário encontrado era de um hospital sem pacientes. “Eu fiquei surpreso porque quando entrei eu dei de cara com o hospital totalmente vazio. Há camas sem colchões e também vagas para leitos sem camas e sem equipamentos, enfim, não tem absolutamente nada!”

A iniciativa dos deputados foi tomada após os Governos do Estado e da capital São Paulo articularem aluguéis de leitos na iniciativa privada para alocar pessoas.

Em coletiva de imprensa realizada no dia 20 de maio, o governador João Dória (PSDB) divulgou que vai contratar 4.500 leitos da rede privada para pacientes com casos suspeito ou confirmados da Covid-19. “Em vinte dias, todos os leitos deverão estar implantados e operacionalizados. Até no máximo, 11 de junho”, prometeu Dória.

A Veja publicou no mesmo dia que o estado tinha 3 500 leitos do SUS antes da pandemia e que, até o momento, 1 624 novos foram implementados na rede pública. O investimento para o aluguel dos espaços na rede privada será de R$ 594 milhões. Segundo ela, o valor da diária que será paga para os hospitais é de 1 600 reais por dia para UTI.

De acordo com matéria públicada no UOL, o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse que a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) vai registrar nesta sexta-feira, uma queixa-crime contra o grupo de políticos.

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