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18 de julho de 2019

O futuro das startups


Hospital de Olhos

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Por Janguiê Diniz*

Ofuturo já chegou para todas as empresas. Estar conectado e atualizado emrelação as novas tecnologias, inteligência artificial e disrupção éobrigatório, independente do setor de atuação do seu negócio. Junto com essanova forma de pensar, tivemos um crescimento exponencial do ecossistema dasstartups, sempre com uma visão nova de como resolver um problema.

Em2011 existiam no Brasil cerca de 100 startups. Número que disparou para 400 em2012. O dado mais atual, divulgado no começo de 2019 pela Associação Brasileirade Startups (Abstartups), cita que existem mais de 10 mil startups no país.Isso significa dizer que o mercado promissor das startups tornou-se realidade,porém, para poucos investidores. Surgiram, então, as startups unicórnios, avaliadasem bilhões de dólares. 

Comoqualquer empresa, o objetivo das startups é atrair a atenção do mercado parasuas soluções disruptivas em qualquer tipo de situação, com um modelo denegócio que seja replicável e possua escalabilidade. No Brasil, o ecossistemada inovação ainda é considerado pequeno quando comparado aos outrosecossistemas globais. Na realidade, a mortalidade de startups permanece maiordo que qualquer outra atividade econômica – 74% fecham após cinco anos, 18%antes mesmo de completar dois anos, segundo pesquisa da Startup Farm.

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Hámuitos desafios para o ecossistema de inovação e startups do Brasil. Nossosresultados são muito baixos no que tange à conectividade. Além disso, há outrospontos que o país tem pouca condição de vencer: falta acesso a talentos, aparcerias internacionais, a tecnologia de ponta, novos mercados, etc.

Qualseria a saída? Descentralizar. Os maiores avanços nos ecossistemas globais deinovação virão da descentralização, da distribuição de oportunidades, recursose estrutura para que uma diversidade maior de startups, empresas e fundostambém possa ter possibilidade de competir em cenário global.

Épreciso se reorganizar e essa é a única saída para se manter relevante nomercado. Não estou falando apenas de adotar novas tecnologias, mas de umatransformação digital por completo. É uma mudança de mindset, repensando osprocessos para atuar de maneira enxuta e rápida. A chave é esquecer aburocracia e rápido e eficiente.

*Mestre e Doutor emDireito – Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional

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