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21 de setembro de 2018

Jornalista Gilmar de Carvalho visita Amarante durante estudo sobre rabequeiros no Nordeste


Hospital de Olhos

Quem visitou o município de Amarante no final de maio foi o jornalista cearense Gilmar de Carvalho, de Fortaleza. O desejo de acompanhar de perto as festividades do Divino Espírito Santo o trouxe, atraído pelo som da rabeca, um dos instrumentos utilizados no Cortejo Imperial.

“Eu fui muito bem recebido aqui”, disse ele ao afirmar que está realizando um levantamento de quantos rabequeiros existem atualmente no estado do Piauí. A pesquisa está sendo feita em todo o Nordeste, uma parceria entre o jornalista e o fotógrafo paraense Francisco Sousa, numa jornada que já dura 12 anos.

No estado do Ceará, segundo ele, onde o levantamento está concluído, há 184 rabequeiros. No Piauí, os estudos estão iniciando e quatro profissionais foram encontrados até o mês de maio de 2015, um deles Júlio Basílio, do município de Amarante.

O intuito, de acordo com o jornalista, é a catalogação dos profissionais que têm os estados do Nordeste, um trabalho que, segundo ele, está sendo executado sem nenhum apoio dos poderes executivos estaduais e municipais.

A pesquisa é feita com certa dificuldade. “Geralmente um rabequeiro aponta outro, ou por meio de amigos, com ajuda de idosos. Vamos também nos locais com maior concentração de pessoas.”

A força da tradição e a forma como os rabequeiros interagem com essas tradições, com os folguedos e com a religiosidade em seus estados é o fator que mais lhe chamou a atenção. “No Piauí a tradição é mais forte com o Divino, já no Ceará é mais com o Reisado”

Em 2017, será iniciado o levantamento na região Sudeste do Brasil, após conclusão dos trabalhos no estado do Pará, no próximo ano. “A rabeca é importante, as tradições também são. A gente só vai fazer algo novo e forte na cultura se respeitarmos o que foi feito no passado”, encerra o jornalista.

Edição, postagem e foto: Denison Duarte

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