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Motorista que matou 6 durante racha: ‘Ele me provocou e fui atrás’

Last updated on 3 de fevereiro de 2019

O pedreiro Reginaldo Ferreira da Silva, de 41 anos, que atropelou e matou seis jovens na madrugada de sábado em Mogi das Cruzes, admitiu nesse domingo, 29, à Polícia Civil que disputava um racha com Paulo Henrique Batista, de 22 anos, foragido. “Ele me provocou e eu fui atrás”, disse Silva, no 2.º Distrito Policial.

O pedreiro foi preso em flagrante logo após o acidente, acusado de homicídio doloso e embriaguez ao volante. Segundo a polícia, Silva disse que queria “revidar” a ultrapassagem de Batista, que estava em um Fiat Pálio. Com mais quatro amigos, Silva iniciou então uma disputa com seu Monza – que tinha direção e pedais de competição – pela Avenida Japão. Na curva, onde havia um terreno com um grupo de jovens que fumava narguilé, Silva perdeu o controle do veículo, que capotou e atingiu oito – seis morreram no local e dois ficaram feridos sem gravidade.

Batista, o motorista do Pálio, fugiu sem prestar socorro. O carro foi localizado pela polícia ontem. O advogado Francisco Alves de Lima, que fará a defesa, disse que ele vai se apresentar amanhã. Batista não teria prestado socorro às vítimas por medo de linchamento e a defesa nega que tenha ocorrido um racha. Segundo o advogado, o pedreiro “ficou bravo” após ser ultrapassado por Batista e decidiu acelerar para ultrapassá-lo.

Enterro e protesto. No velório comunitário na Igreja São Judas Tadeu, no bairro Jardim Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes, familiares e amigos estavam revoltados e pediam Justiça. Por volta das 17 horas, as cinco vítimas – Lucas Baptista Lopes, de 13 anos; Jeferson Andrade Nunes, de 17; Herick Henrique Pereira, de 17; Rebert Nascimento Silvério, de 19; e André Francisco Duarte, de 22 – foram enterradas sob forte comoção e indignação no Cemitério da Saudade. A sexta vítima, Patrícia Fontana Rieper, de 19 anos, já havia sido sepultada no Cemitério Parque das Oliveiras.

À noite, cerca de 50 pessoas ainda faziam um protesto na Japão, com barreiras de fogo. A polícia usou bombas de efeito moral para dispersar o grupo. “As pessoas pensam que é pista de corrida” criticou Yanca da Silva, de 17 anos, irmã de um dos mortos na tragédia.

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