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Erros em currículo levam ministro da Educação a pedir demissão após cinco dias no cargo

O ministro Carlos Alberto Decotelli deixou o cargo na tarde desta terça-feira (30) em razão dos desgastes gerados por conta dos erros e inconsistências no seu currículo, cinco dias após ter sido nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Ele teria entregue ao presidente a carta de demissão. Decotelli entrou no governo em substituição a Abraham Weintraub, que também pediu demissão após 14 meses no cargo ao ser nomeado a diretor representando o Brasil no Banco Mundial.

A nomeação de Decotelli foi apadrinhada pelo almirante Flávio Rocha – que é assessor do presidente no Palácio do Planalto, e ainda foi chancelada pela ala militar. As falhas existentes em seu currículo o descredenciaram ao cargo.

O agora ex-ministro teria confirmado que fez doutorado na Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. O diretor informou que ele não foi aprovado na defesa da tese, o que não lhe rendeu o título de doutor. Outro detalhe foram os sinais de plágio encontrados em sua dissertação de mestrado.

Outro título que foi contestado é o de pós-doutorado, pois não obteve apoio de uma empresa alemã para a pesquisa de pós-doutorado, por esta razão teria voltado ao Brasil para concluir a pesquisa.

Ainda nessa segunda-feira (29), a Fundação Getúlio Vargas confirmou que o economista não foi professor ou pesquisador da instituição, tendo atuado apenas nos cursos de educação continuada nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da fundação.

O Ministério da Educação agora enfrenta desafios considerados urgentes, a exemplo da aprovação do novo Fundeb, a volta às aulas presenciais e realização do Enem 2020, que não tem confirmação de data.

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