Alto consumo é um dos motivos da falta de água em regiões do RS

Explicação para problema no abastecimento é da Corsan e do Dmae. Região Metropolitana e interior devem ter serviço normalizado até o dia 30.
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Um dos motivos para a falta de água em municípios do Rio Grande do Sul neste fim de ano é o alto consumo, conforme informam a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e o Departamento Estadual de Água e Esgoto (Dmae), da Prefeitura de Porto Alegre. Nos últimos dias, problemas no abastecimento afetaram milhares de pessoas. Neste domingo (29) alguns municípios seguiam sem água. Equipes trabalham para resolver a situação.

Conforme o Dmae, em Porto Alegre o abastecimento voltou ao normal durante a manhã. No começo da tarde o departamento não tinha informações sobre pontos sem água, conforme a assessoria de imprensa. Pelo menos sete bairros foram atingidos desde sábado (28). O Dmae justifica que o problema ocorre em função do forte calor no verão, do crescimento populacional, do elevado consumo e do desperdício em áreas de ocupação irregular.

Na Região Metropolitana e no interior do estado os problemas no abastecimento foram maiores em Gravataí, com mais de 50 bairros sem água. No município, a Corsan informa que o serviço será totalmente normalizado até segunda-feira (30). O conserto de uma adutora é previsto para terminar às 22h deste domingo.
Também enfrentam falta de água pelo menos até segunda-feira a cidade de Capão do Leão, que segundo a Corsan ocorre devido ao alto consumo, e em Sapucaia do Sul, no Vale do Sinos, que ainda não tem previsão para a normalização do abastecimento nos bairros atingidos.

Outro município da Região Metropolitana afetado é Viamão. De acordo com a Corsan, a falta de energia elétrica ocorrida no sábado (28) no 1º recalque (Rio Gravataí) afetou o abastecimento em toda a cidade. Já na cidade de Júlio de Castilhos a interrupção programada para substituição de registro de rede afetou o abastecimento em toda a cidade.
O desabastecimento, de acordo com a Corsan, corre em razão das altíssimas temperaturas registradas em conjunto com o consumo excessivo de água. Aliado à falta de chuva, o problema agrava-se quando os níveis dos mananciais e dos reservatórios baixam, afetando o abastecimento tanto no que se refere à captação de água quanto à quantidade reservada. Ainda segundo a Corsan, o clima também prejudica o próprio fornecimento de energia elétrica, recurso fundamental para distribuir água aos clientes.

Soluções e dicas
Com o objetivo de superar o aumento da demanda de água em Porto Alegre, o Dmae informa que já foi realizada a duplicação da capacidade de produção de água potável da Estação de Tratamento de Água Belém Novo, que passou de 500 l/s para 1000 l/s, e a construção da nova adutora da Avenida Juca Batista, concluída em dezembro. A adutora começa na Estação Belém Novo e vai até a rótula da Avenida Edgar Pires de Castro.
Ainda como alternativa à falta de energia, que prejudica a produção, a quantidade reservada e distribuição da água, segundo o Dmae, foi construída uma estação de bombeamento com geradores a óleo diesel.
A Corsan, em âmbito estadual, diz que está executando um conjunto de medidas que vão resolver de forma definitiva os problemas de abastecimento. A companhia solicita que a sociedade também colabore no processo de melhoria do sistema. Confira abaixo algumas dicas.
– não tomar banhos demorados;
– fechar a torneira quando escovar os dentes ou passar a esponja nas louças;
– não lavar carros e calçadas com mangueiras;
– ligar para o Corsan 24 Horas (0800-646-6444) caso suspeite de alguma possível ligação clandestina.

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