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25 de setembro de 2018

Corte de energia atingiu 2 milhões no Rio de Janeiro


Hospital de Olhos

RIO – Pelo menos 880 mil imóveis da capital e de outros 18 municípios ficaram sem energia no Estado do Rio de Janeiro, atingindo pelo menos 2 milhões de pessoas. A capital foi a mais afetada. Com o desligamento de 17 subestações da Light, cerca de 600 mil clientes das zonas Norte e Oeste ficaram sem luz a partir das 14h03m. O apagão prejudicou principalmente o comércio e o trânsito.

No Cachambi, o NorteShopping chegou a fechar as portas até a energia ser religada. No Méier e em Madureira, várias lojas de rua também decidiram fechar durante o apagão. Principal emergência da Zona Norte, o Hospital Salgado Filho funcionou com auxílio de geradores. Os hospitais Cardoso Fontes (Jacarepaguá) e Federal de Bonsucesso também precisaram apelar para geradores. Ao todo, sinais instalados em 164 cruzamentos deixaram de funcionar. Agentes de trânsito e da Guarda Municipal precisaram ser deslocados de outros pontos da cidade. A energia foi sendo restabelecida aos poucos até a situação ser normalizada, às 16h25.

Centro e Zona Sul fora do apagão

Só na capital, também foram atingidos pelo corte: Campo Grande, Guaratiba, Pavuna, Jacarepaguá, Penha, Cascadura, Madureira, entre outros bairros. No Tanque (Jacarepaguá), moradores reclamaram que alguns equipamentos eletrônicos queimaram com a variação de tensão quando a energia retornou. Apenas no Grande Méier, os bombeiros atenderam a cinco chamados de pessoas que ficaram presas em elevadores. O corte de energia não chegou a afetar os trens da Supervia, as estações da Barcas S/A, o metrô e os aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont.

Na Zona Sul e no Centro, não houve relatos de desabastecimento. A Light informou que seguiu os critérios determinados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para decidir os cortes.

Além da capital, faltou energia em Niterói, São Gonçalo, Magé, Araruama, Cabo Frio, Duque de Caxias, Iguaba, Itaboraí, Maricá, Petrópolis, Resende, Rio das Ostras, Saquarema e Teresópolis, também a partir das 14h03m. Um dos serviços mais afetados foi o de vistorias do Detran. Sete postos ficaram sem luz na Pavuna e nas cidades de Nova Iguaçu, Paracambi, Itaboraí, Queimados, São João de Meriti e Araruama. Mas a Ampla conseguiu normalizar a situação bem mais rápido que na capital: às 14h50, já não havia pontos sem luz.

O corte não prejudicou o abastecimento de água no Guandu e no sistema Imunana-Laranjal porque a empresa pediu à Ampla que a linha que atende a região não fosse desligada. Mas a Cedae alerta que algumas elevatórias podem ter parado de funcionar com a interrupção da energia. A empresa ainda não tem um balanço de quantas elevatórias foram atingidas, mas afirma que, nessas situações, o abastecimento tende a voltar ao normal em doze horas.

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