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25 de setembro de 2018

Após dois meses de alta, produção industrial recua 0,2% em setembro


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Após dois meses seguidos de alta, a indústria registrou queda em sua produção em setembro, de 0,2% na comparação com agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Frente a setembro de 2013, a queda foi de 2,1%, o sétimo recuo seguido neste tipo de comparação.

As taxas da produção industrial também são negativas nas demais comparações: queda de 2,9% no acumulado do ano e de 2,2% nos 12 meses encerrados em setembro. É a pior taxa acumulada em 12 meses desde dezembro de 2012 (-2,3%). No terceiro trimestre, a produção caiu 3,7% em relação a igual período do ano passado.

— Houve uma melhora de ritmo da produção industrial nos últimos três meses, apesar da queda em setembro. Nos três meses, há ganho acumulado de 1,1% da produção, mas ainda insuficiente para eliminar as perdas mais recentes da produção industrial. De março a junho, houve queda de 3,3% — afirmou o coordenador de Indústria do IBGE, André Macedo.

maior impacto para a queda na produção de setembro veio de produtos alimentícios, com recuo de 4,1%, após alta de 0,8% em agosto. Em seguida, foi a indústria de coque e derivados de petróleo, que caiu 1,3%.

Já a produção de veículos automotores subiu 10,1% e puxou a indústria para cima. Foi a terceira alta seguida e, nos três meses, a indústria de veículos automotores acumula expansão de 24,2%. Esses três meses de alta interromperam um período de quatro meses de queda na produção de veículos automotores, no qual houve perda de 28%.

— A indústria tem sido muito influenciada pelo aumento na produção de veículos automotores. Mas esse setor ainda está marcado por férias, layoffs, o que sugere que não é uma trajetória clara. É preciso também deve levar em comparação uma base mais depreciada — explicou Macedo.

Dos 24 ramos pesquisados, sete tiveram queda na passagem entre agosto e setembro, 15 registraram alta e em dois a variação foi nula. Também contribuíram positivamente para a indústria em setembro o setor de produtos farmcêuticos, alta de 10,1%, de produtos de borracha e plástico, ganho de 4,6%, e metalurgia, com taxa de 2%. Considerando as categorias da indústria, apenas a de bens intermediários caiu em setembro frente a agosto, em 1,6%.

A indústria de bens de capital avançou 1,9%, enquanto a de bens de consumo duráveis subiu 8%. Nos semiduráveis e não duráveis, a alta foi de 0,8%. Na queda de 2,1% da indústria frente a setembro de 2013, o setor de veículos automotores foi a principal influência, com tombo de 14,3%, seguido pela queda de 6,7% de produtos alimentícios.

— A questão da seca e da estiagem afeta toda a cadeia de alimentos, mas a maior explicação no caso de alimentos é o açúcar, em que a cana-de-açúcar teve antecipação da safra — disse André Macedo.

A indústria acumula uma queda de 3,7% no terceiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado. O recuo foi menos intenso que o do segundo trimestre, de 5,3%. No primeiro trimestre, havia sido registrada alta de 0,6%.

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a indústria recuou 0,2%. A queda tinha sido maior na passagem do primeiro para o segundo trimestre, de 1,9%. É preciso lembrar, alerta Macedo, que a metodologia desta comparação com o trimestre anterior é diferente daquela usada pelo IBGE nas Contas Nacionais para se calcular o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto dos bens e serviços produzidos no país).

via: O Globo.

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