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Museu Nacional recupera imagens do Fundo Bertha Lutz

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O Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), anunciou hoje (24) a recuperação das imagens do Fundo Bertha Lutz, que faziam parte do acervo da Seção de Memória e Arquivo do museu e foram perdidas no incêndio de setembro de 2018.

Bertha Maria Júlia Lutz nasceu em São Paulo, no dia 2 de agosto de 1894, e morreu no Rio de Janeiro, em 16 de setembro de 1976. Foi ativista feminista, bióloga e política brasileira. Era filha do cientista Adolfo Lutz, pioneiro da medicina tropical, e de Amy Fowler, enfermeira inglesa. Especializada em anfíbios, trabalhou como pesquisadora durante mais de 40 anos no Museu Nacional.

Bertha Lutz integrou a delegação brasileira que participou da Conferência de São Francisco, nos Estados Unidos, em 1945, onde lutou para incluir menções sobre igualdade de gênero no texto da Carta das Nações Unidas. Apesar de quatro mulheres terem assinado a carta, apenas Bertha Lutz e a delegada da República Dominicana, Minerva Bernardino, defenderam os direitos femininos.

Bertha Lutz Bertha Lutz

Bertha Lutz – Divulgação do Museu Nacional

Novo acervo

As imagens do Fundo Bertha Lutz vão integrar o novo acervo digital do Museu Nacional graças à produção do documentário Bertha Lutz – A Mulher na Carta da ONU, da HBO Latin America Originals, que cedeu as imagens da vida de Bertha, narrado a partir do olhar das cientistas Fatima Sator e Elise Luhr Dietrichson, que tiveram contato com as pesquisas de Bertha Lutz na Universidade de Londres. As duas cientistas revisitaram a memória da ativista em documentos, cartas, e também nos lugares em que Bertha Lutz viveu.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, disse à Agência Brasil que a doação é mais uma das iniciativas para recomposição do acervo do museu. “Particularmente documentos em imagens que podem ser digitalizados e, assim, eternizados e distribuídos com mais facilidade”, disse.

Ícone da história

Segundo a diretora adjunta de Coleções do Museu Nacional, Cristiana Serejo, Bertha Lutz foi uma pessoa icônica para a história brasileira. “Com formação em biologia, foi professora emérita especialista em anfíbios Anura do Museu Nacional/UFRJ. Filha do renomado cientista e sanitarista Adolfo Lutz, teve destaque na ciência e em promover o legado do pai para gerações futuras. Se valendo do papel de cientista mulher bem-sucedida, Bertha participou ativamente e foi líder dos movimentos sufragistas e feministas do início do século 20. Bertha acreditava na associação como possibilidade de alterar a realidade, em especial das mulheres”.

Cristiana Serejo disse que isso fica claro no grande rol de associações femininas que Bertha Lutz fundou no país, entre as quais a Liga para Emancipação Intelectual da Mulher, em 1919; a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922; União Universitária Feminina, em 1929; a União Profissional Feminina e a União das Funcionárias Públicas, em 1933.

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Bertha Lutz – Divulgação do Museu Nacional

O fundo Bertha Lutz estava depositado na Seção de Memória e Arquivo do Museu Nacional (Semear), sob gestão da professora Maria da Graças Souza Filho e foi totalmente perdido no incêndio de 2 de setembro de 2018. A partir daí, foi considerado Patrimônio Documental Perdido ou Desaparecido pelo Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“Sendo assim, doações de imagens e documentações pertinentes ao fundo Bertha são de extrema importância para que o museu possa recompor esse acervo no formato digital e que, de alguma forma, possa minimizar essa perda de valor incalculável. Estamos trabalhando ativamente para recuperar esse e outros documentos históricos do Museu Nacional para que em algum momento possamos compartilhar tais informações com a sociedade via plataformas digitais”, disse a diretora adjunta de Coleções do museu.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Primeiro edital socioambiental de Furnas vai distribuir R$ 1 milhão

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A empresa Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras, lançou hoje (3) o primeiro edital socioambiental para distribuir R$ 1 milhão a iniciativas que envolvam a conservação da biodiversidade brasileira e dos serviços ecossistêmicos, promovendo a redução das desigualdades e o desenvolvimento sustentável de comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Serão beneficiadas pessoas jurídicas privadas sem fins lucrativos, sediadas no país.

Os projetos poderão receber até R$ 200 mil cada e deverão visar a proteção do meio ambiente e impacto social nas localidades em que serão executados. O gerente de Responsabilidade Social, Marca e Reputação de Furnas, Marcos Machado, destacou em entrevista à Agência Brasil que a companhia publica editais sociais desde 2009, mas esta é a primeira vez que vai contemplar projetos ambientais.

“A gente tem essa experiência com edital social desde 2009. Nosso foco sempre está alinhado com redução de desigualdades, geração de emprego e renda, conservação da biodiversidade, foco nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), Agora, pela primeira vez, a gente está incluindo também critérios ambientais”.

Para se candidatar aos recursos do edital, os projetos devem estar alinhados com os ODS da Organização das Nações Unidas (ONU) relativos à educação de qualidade, igualdade de gênero, trabalho decente e crescimento econômico, redução das desigualdades, ação contra a mudança global do clima e vida terrestre. Serão permitidas inscrições de mais de um projeto pelo mesmo proponente, mas apenas um deles poderá ser selecionado.

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Desafio

Segundo Marcos Machado, o projeto é ambicioso e gera grande desafio para a empresa ao unir as áreas social e ambiental. As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 3 de setembro. Os resultados serão divulgados no dia 17 de setembro, no site de Furnas, na plataforma Prosas e no Diário Oficial da União. Os contratos serão assinados a partir de 4 de outubro e os projetos selecionados terão dois anos para serem realizados.

As iniciativas devem demonstrar elevado potencial de proteção da fauna e da flora brasileira com algum grau de ameaça, em articulação com a inclusão social de públicos em vulnerabilidade socioeconômica, geração de renda, educação ambiental de crianças, adolescentes e adultos, e ações de desenvolvimento local, Por sua vez, as organizações candidatas devem comprovar atuação há mais de um ano na região onde vão desenvolver o projeto, em mais de 500 municípios onde Furnas tem instalações.

“A gente está muito esperançoso e ansioso para ver quais são os projetos que virão. Porque a nossa expertise é mais na área social. Esse primeiro edital socioambiental é um desafio”, reiterou o gerente de Furnas. Uma banca mista, formada por dois representantes da empresa, sendo um da área social e outro da área ambiental, e um jurado externo, vai avaliar os projetos.

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Para o presidente da subsidiária da Eletrobras, Clovis Torres, o edital vem ao encontro das preocupações da companhia com a promoção do meio ambiente e o compromisso social. “A empresa sempre teve uma atuação voltada para a sustentabilidade e adota práticas EESG [do nome em inglês, que significa meio ambiente, social e governança, acrescida da dimensão econômica], no sentido de valorizar questões ambientais, socioeconômicas e de governança corporativa”, ressaltou Torres.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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